Grupo D: Apoel

A campanha decente do Anorthosis Famagusta (eliminou Olympiacos na fase preliminar e deu trabalho de verdade a Internazionale, Werder Bremen e Panathinaikos) na última Liga dos Campeões pareceu um fenômeno isolado. No entanto, o classificação do Apoel às custas de equipes mais tradicionais – Partizan e Kobenhavn – mostra que os clubes cipriotas, de fato, estão evoluindo.

O caso do Apoel (sigla para “Atlético Futebol Clube dos Gregos de Nicósia”, e por isso as menções oficiais são com letras maiúsculas) é semelhante ao do Anorthosis. A equipe não tem um investimento fantástico, algo que justificasse um repentino crescimento. Trata-se apenas de uma equipe razoavelmente bem montada na defesa, com espírito de competição e que sabe como aproveitar a capacidade de intimidação de sua barulhenta torcida.

Individualmente, o principal destaque da equipe do técnico Ivan Jovanovic é o atacante polonês Marcin Zewlakow, que defendeu seu país na Copa de 2002. De resto, há jogadores da seleção cipriota, como o goleiro Morfis (que é reserva do grego Chiotis no clube), o lateral Elia e os meio-campistas Satsias (capitão do time), Charalambides e Alexandrou.

Em um grupo com Atlético de Madrid, Chelsea e Porto, a expectativa realística do Apoel é terminar a competição sem dar vexame. Tirar pontos dos espanhóis e dos portugueses é até viável nas partidas em Nicósia, mas até uma terceira posição (que vale vaga na Liga Europa) parece fora do alcance.
 

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