Grupo B: Wolfsburg

Era uma vez uma equipe que só tinha como título de destaque, em sua história, uma Copa da Alemanha, na já longínqua temporada 1994/95. E que estava entre os times médios da Bundesliga. Até que, em 2007, chegou o técnico Felix Magath. E o técnico, famoso por dar bastante ênfase à força física em seus treinamentos, teve olho para detectar jogadores que poderiam formar um time coeso. Como o goleiro Benaglio, buscado no Nacional, em Portugal. Ou Edin Dzeko, jovem atacante bósnio. Ou Grafite. Ou Josué. Ou Barzagli.

Até que, na última temporada, o trabalho paciente de Magath deu resultado. O Wolfsburg foi crescendo, aparecendo entre os principais favoritos do Campeonato Alemão, teve atuações brilhantes (como os 5 a 1, em casa, sobre o Bayern de Munique), e, finalmente, conseguiu chegar aonde sonhava. Na última rodada, fazendo 5 a 0 no Werder Bremen, os Lobos conquistaram a Bundesliga, pela primeira vez em sua história.

Mas, antes mesmo daquele sonho virar realidade, uma ameaça de pesadelo apareceu. Antes mesmo de assegurar o título da Bundesliga, o clube soube que Felix Magath sairia ao final da temporada, para treinar o Schalke 04. Além disso, alguns clubes começavam a cobiçar os jogadores fundamentais para o sucesso do Wolfsburg. Um desmanche se previa. Algo totalmente inoportuno para um time que faria sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões.

E trabalhou-se para que o novo sonho daquela equipe não desmoronasse. Para o lugar de Magath, veio Armin Veh, em busca de recuperar seu nome, após um fim melancólico de passagem pelo Stuttgart. Mesmo com as ofertas concretas do Milan por Dzeko (que até se mostrou receptivo a elas), o atacante bósnio ficou na Volkswagen Arena. E peças importantes vieram, para fortalecer o time. O capitão Josué se machucou e poderia tirar força na marcação, no meio-campo? Pois chegou o argelino Ziani, tirado do Olympique de Marselha. Sem ter ido para Milão, Dzeko poderia se abater? Pois chegou um concorrente respeitável para o ataque, Obafemi Martins.

Paralelamente, a base conseguiu passar ilesa pela janela de transferências. E Armin Veh tem à disposição Grafite, o artilheiro da Bundesliga, quase Chuteira de Ouro na Europa, e Misimovic, armador de habilidade, que formam com Dzeko um dos melhores trios ofensivos do continente. Bem como Josué, Hasebe e Gentner, coadjuvantes de valor. E Benaglio, cada vez mais seguro no gol. A passagem para as oitavas é possível. E o time fará tudo para continuar o sonho iniciado naquele 2007.

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