Grupo B: Manchester United

Semifinalista em 2006/07. Campeão em 2007/08. Vice-campeão em 2008/09. Com esse histórico muito próximo da perfeição, em suas últimas participações na LC, o Manchester United deveria entrar para esta temporada como um dos grandes favoritos a erguer a taça, em 22 de maio de 2010. Mas os fatos ocorridos entre a final perdida para o Barcelona, naquele 27 de maio, em Roma, e a estreia nesta LC fizeram com que os Red Devils virassem a principal incógnita do torneio.

O principal foi, claro, a perda de Cristiano Ronaldo. Ainda que a relação entre o português e o clube desse claros sinais de fadiga, poucos imaginavam que o Real Madrid conseguisse tirá-lo do clube de modo tão repentino. Vendo o esforço que Alex Ferguson fez para mantê-lo no clube na última temporada, brigando com os Merengues, a facilidade com que a saída do nativo do Aveiro foi assimilada (pelo menos em público) impressiona, também.

Como se a perda do melhor do mundo em 2008, segundo a Fifa, não fosse suficiente, houve ainda o problema com Tevez. Querido pela torcida, o argentino sentiu-se desprestigiado no clube e preferiu sair, justamente para o arquirrival Manchester City. Não bastasse o fato de ver o City pegar um jogador que era útil para seu esquema, dando mais mobilidade do que Berbatov ao ataque, Alex Ferguson teve de rever seus conceitos de mobilidade entre esquemas táticos para a equipe, mais fixa num 4-4-2 para a nova temporada.

Todavia, mesmo que as saídas sejam um baque respeitável, o United continua com uma equipe respeitável. Somente a defesa precisará de um tempo para se entrosar, já que Vidic e Rio Ferdinand voltam só agora de contusões, e podem ceder lugar, vez por outra, a O’Shea ou Evans. Ben Foster, por sua vez, tem a oportunidade de se credenciar como sucessor de Van der Sar, enquanto o holandês recupera-se de fratura num dedo da mão.

No meio, embora os veteranos Giggs e Scholes talvez tenham de se sacrificar um pouco, com a maior freqüência entre os titulares, Fletcher, Anderson, Park, Hargreaves e Carrick mantém o dinamismo no setor. E o equatoriano Valencia, novidade, tem oportunidade valiosa para provar o talento que mostrou no Wigan.

No ataque é que as perdas causam impacto. Berbatov tem o desafio de se firmar de vez, e Obertan é uma aposta, com todos os riscos. Como é uma aposta Owen, de talento tão provado quanto sua fragilidade. Mas há Rooney. E o camisa 10 tem talento para fazer gols e estofo para segurar a responsabilidade do protagonismo deste time.

De mais a mais, remontar o time é algo que Alex Ferguson já fez várias vezes em seus 23 anos à frente do Manchester United. Que é uma incógnita. Mas ainda é favorito.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo