Futebol feminino existe

Todo mundo já sabe, pitaqueiro bom é pitaqueiro morto. Ou, como está no distintivo do time da Trivela, “Buonus pitaqueirus mortus est”. Sim, é um pouco radical de nossa parte. Mas dá para dizer que “pitaqueiro bom é pitaqueiro humilhado”. Assim, o projeto era recuperar a hegemonia dos duelos Tri-Pit, perdida após o último jogo.

O encontro deveria ter ocorrido na semana passada, mas motivos de força maior impediram que integrantes das duas equipes chegassem à Arena Bom Retiro, o popular Bom Retirão. Com o WO duplo, as duas equipes marcaram novo encontro para esta segunda.

A Trivela estava desfalcada. Gustavo Tymoschuk Hofman e Ricardo Dhorasso Espina não puderam comparecer. Sabe como é, espalharam um boato de que havia um surto de gripe suína no Bom Retiro e os dois ficaram com medo do H1N1. Assim, a Trivela teve de recompor o elenco. Trouxe Jack Black Rezeke, misto de professor de rock com jogador polivalente, e Mayra Hahn Siqueira, que formou uma dupla feminina com Bia Prinz. A Trivela tinha à disposição Leonardo Buffon Bertozzi, Mayra Hahn, Bia Prinz, Felipe Milla, Jack Black, Fabio Kazuo Fujita e Luciano Augenthaler.

Os Pitaqueiros também estavam com problemas. Assim, Ubirabanks (este que vos escreve) teve de ser emprestado ao time de Danilo X & seus Asseclas. Tudo pelo fair play. A Trivela não tem culpa se seu rival histórico não tem elenco para aguentar toda a temporada… O time era Ubirabanks, Fabio M, Caio M, César Mellaci, Caio Iadocca e Danilo X. Como a Trivela tinha um jogador a mais, havia um sistema de rodízio.

Começa o jogo e os Pitaqueiros parecem mais sólidos em campo. A defesa trivelista não se encontra e dá espaços para Caio Iadocca e Danilo X. Os gols saem com naturalidade e assustam: 2 a 0.

No entanto, uma mudança tática inverteu a tendência da partida. Jack Black saiu do ataque e foi para a defesa. Além de fazer a proteção, o professor de rock tinha mais espaço para organizar o jogo a partir da intermediária e disparar seus potentes chutes de direita. Parecia um jogo de basquete entre duas equipes equilibradas, mas que só uma conta com um arremessador exímio de três pontos. Por mais que um time se esforce, o outro sempre consegue converter seus ataques.

O clássico ficou na igualdade até os 5 a 5. Aí, a falta de elenco dos Pitaqueiros começou a se manifestar. A marcação afrouxou e os trivelistas tiraram proveito. Jack Black fez sua cota de gols. Kazuo Fujita também. Até Luciano Augenthaler teve oportunidades.

Mas as estrelas eram as mulheres. Com muita movimentação ofensiva, Bia Prinz acabou com seu longuíssimo tabu sem marcar em Ubirabanks ao fazer dois gols. Mayra Hahn teve atuação mais discreta, mas não fez feio: coroou sua atuação com uma assistência, um gol (contra) e uma cotovelada em Danilo X (só para intimidar o adversário, afinal, clássico é clássico).

Enquanto isso, os Pitaqueiros ruíam. Fábio M até fez um gol (de pênalti), mas seu time, desorganizado, não tinha mais defesa e ataque. Era tudo uma “maçaroca tática”. No desespero, chegou até a expor um racha no elenco, entre Danilo X e Caio M. Não era de se esperar nada diferente de uma equipe que se acostumou a vencer usando artimanhas conhecidas por todos.

Placar final do encontro: 13 a 9. O Tri-Pit Trophy está de volta a mãos trivelistas. De onde nunca deveria ter saído e nunca mais sairá.

Veja o relato dos jogos anteriores:
 

Vexame (jogo 1)
Anatomia de uma vingança (jogo 2)
O espírito esportivo venceu (amistoso 1)
Mais um amistoso (amistoso 2)
Bia-dependência (jogo 3) 

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Equipe Trivela

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