Fred: “Entraremos calejados na Libertadores desse ano”

Em 2008, quando o Fluminense perdeu a final da Libertadores da América, em pleno Maracanã, para a LDU, Fred ainda defendia o Lyon. No ano seguinte desembarcou nas Laranjeiras, e agora em 2011 disputará, pela primeira vez, a competição.

O atacante garante que o clube está bem preparado, assim como ele, que visualiza uma temporada sem lesões, com títulos e o retorno à Seleção Brasileira. Confira a entrevista concedida à Trivela pelo jogador do Tricolor, atual campeão brasileiro.

Esta será sua primeira Libertadores, mas você já disputou muitas Ligas dos Campeões. Sem querer comparar, mas qual é, a seu ver, a maior dificuldade da competição sul-americana?
A Libertadores é um torneio difícil pela diversidade. São várias equipes, que vêm de escolas diferentes e algumas muito tradicionais, como a argentina e a uruguaia, principalmente. Além disso, outros fatores como a altitude são coisas que dificultam ainda mais o caminho de quem quer ser campeão continental. Por último, e essa talvez seja a maior dificuldade, o jogo ‘pegado’ dos sul-americanos. Não tem moleza, as divididas são sempre fortes e ninguém pode entrar com o pé mole. Além da técnica, é preciso ter muita disposição e ser firme. Nós tivemos uma experiência bacana contra times do continente, na Copa Sul-Americana, era praticamente o mesma base do plantel de hoje. Acredito que entraremos calejados na Libertadores desse ano por já termos aprendido muito da catimba e da maneira que os times atuam.

O Fluminense perdeu uma final de Libertadores de modo traumática para a LDU no Maracanã. Você ainda não fazia parte do elenco, mas acha que o clube aprendeu muito com aquela campanha? Ainda falam dessa derrota no clube?
São águas passadas. É claro que perder um titulo é sempre marcante, mas ninguém fica recordando a derrota para a LDU. Temos que focar é no que vem pela frente. E, nesse ano, teremos a oportunidade de deixar nossos nomes marcados de vez na história do Flu e apagar essa passagem tão triste da cabeça dos torcedores. Para isso, temos que trabalhar bastante e pensar que teremos uma caminhada muito complicada pela frente, cheia de adversários tradicionais e muito difíceis. Na Libertadores só tem pedreira! Mas precisamos agarrar essa oportunidade e lutar para trazer esse caneco para as Laranjeiras.

Acha que, se conseguir ter uma temporada sadia, sem problemas de lesões, conseguirá recuperar seu espaço na Seleção Brasileira?
Sem dúvidas. Quem não quer jogar pela seleção? Espero que possa ter uma temporada livre de problemas com contusão e ter uma boa sequência. O Fluminense e a Libertadores são grandes vitrines para todo jogador e, por isso, se o trabalho continuar bem-feito, o Mano vai olhar com ainda mais carinho para os atletas que aqui estão. E eu espero que possa voltar a jogar pelo meu país. É uma sensação indescritível vestir aquela camisa amarelinha.

Com os reforços contratados, acha que o Fluminense tem hoje o melhor elenco do Brasil? Afinal, já é o atual campeão brasileiro.
Não digo que é o melhor, mas com certeza está entre os melhores. Provamos isso no Brasileirão do ano passado, que é uma competição longa e exige muito de todos os jogadores que o clube tem à disposição. Quando o Muricy precisou de quem estava no banco, todos deram conta do recado e por isso conseguimos continuar competitivos até o fim da temporada, quando levantamos a taça.

O que vocês já sabem sobre os rivais da primeira fase da Libertadores? O grupo do Fluminense é considerado um dos mais difíceis da competição.
Enfrentaremos dois adversários – Nacional e Argentinos Juniors – que já foram campeões do torneio e têm uma tradição enorme. Jogar na casa dessas equipes é sempre complicado para qualquer adversário e não será diferente agora. Além deles, o América do México, que é um dos principais times da América do Norte e que mostrou tanta força na Libertadores nos últimos anos, vai dar muito trabalho. Precisamos é focar nos nossos treinamentos, fazer o que o Muricy pedir e tenho certeza que podemos fazer um bom papel na competição. Nosso time também é forte e tem tudo para fazer bonito na Libertadores.

Muricy Ramalho, apesar de ainda não ter vencido a competição, tem muita experiência na Libertadores. Acha que isso pode ser um diferencial do Flu no torneio?
O Muricy é um cara diferenciado, que vive futebol 24 horas por dia e sabe tudo. Todos aqui no Fluminense têm total confiança no trabalho dele e, certamente, ele é uma das nossas armas para a competição. Tanto nos treinamentos quanto nos jogos ele está atento a tudo, é bastante perfeccionista e vai deixar o nosso time em ponto de bala para fazer uma boa campanha.

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Equipe Trivela

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