Foi tão ruim assim?

Neste domingo o Uruguai conquistou, de forma merecida, a Copa América 2011. Acabado o torneio, repito a pergunta do título: foi tão ruim assim?

O que mais tenho visto são críticas à competição, à baixa média de gols (2,08), enfim, a quase tudo. No entanto, consigo enxergar qualidade onde a maioria apenas vê defeitos.

Na primeira fase tivemos alguns jogos muito bons e/ou movimentados, como as vitórias da Argentina sobre a Costa Rica por 3 a 0 e do Brasil sobre o Equador por 4 a 2, além dos empates entre Brasil e Paraguai (2×2), Venezuela e Paraguai (3×3) e Uruguai e Chile (1×1). Ou seja, quase 1/3 das partidas com qualidade.

Já nas quartas de final, nenhuma partida deixou o telespectador ou o torcedor no estádio com sono. Pelo contrário em alguns casos, como o triunfo na prorrogação do Peru sobre a Colômbia e a classificação uruguaia sobre os donos da casa.

Nas semifinais tivemos um jogo péssimo e outro com um vencedor tranquilo. Assim como a boa final deste domingo, quando a Celeste Olímpica confirmou seu favoritismo sobre os, até então, invictos paraguaios.

O que quero dizer com tudo isso é: qual torneio, no mundo, tem todos seus jogos ótimos? Ou no mínimo metade? Nenhum. A Copa América pode não ser uma primazia quando se fala em técnica dos jogadores ou inovações táticas, por exemplo. Mas está longe de ser o monstro que muita gente tenta desenhar.

Além disso, reuniu alguns dos melhores atletas do planeta – Luis Suárez, Alexis Sánchez, Diego Forlán, Neymar, Kun Agüero -, fora o melhor de todos. Às vezes, na ânsia de apenas criticar, tapamos os olhos para o que há de bom por aqui. E a Copa América é uma dessas coisas boas – apesar de todo esforço da Conmebol e dos presidentes das confederações sul-americanas em estragá-la.

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Equipe Trivela

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