Fim da linha

Ramón Calderón deve renunciar à presidência do Real Madrid nesta sexta, acusado de usar votos irregulares para aprovar as contas do clube. As evidências do escândalo apresentadas pelo Marca nos últimos dias não deixam dúvidas.

O Marca, aliás, colabora muito mais com o Real Madrid ao adotar essa postura fiscal e investigativa do que ao fazer o jogo do clube nas inúmeras histórias publicadas sobre o mercado de transferências.

Calderón deixará o Real Madrid após dois anos e meio em que conseguiu acabar com o pior jejum de títulos do clube em mais de meio século, conquistando por duas vezes o campeonato. No entanto, ele errou mais do que acertou.

Para começar, Calderón foi eleito com base na promessa de contratar Fàbregas, Kaká e Robben. Só conseguiu o último, e um ano depois. Ano passado, ficou tão obcecado em contratar Cristiano Ronaldo que esqueceu de reforçar o elenco adequadamente.

A demissão injustificada de Fabio Capello após o título de 2007 também é um ponto negro na passagem de Calderón.

A cereja no bolo foi o desconhecimento do regulamento da Liga dos Campeões, que impede a inscrição simultânea de Huntelaar e Lassana Diarra – já que ambos atuaram na Copa Uefa.

O Real Madrid entra em um momento de turbulência justamente quando começava a se acertar em campo, com a boa fase de Robben e o trabalho de Juande Ramos. Com o Barcelona distante no campeonato, o time jogará sua temporada contra o Liverpool.

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Equipe Trivela

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