Espanha: Geração para fazer história

por Henrique Barbosa de Souza

Casillas, Reina, Palop; Puyol, Ramos, Marchena, Albiol, Pablo; Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Arteta, Fábregas; Silva, Navas, Reyes, García; Torres, Villa, Raúl, Morientes. Como se pode perceber, a qualidade da atual geração espanhola é muito grande, tanto que nomes como Xabi Alonso, Luis García, Raúl e Morientes acabaram de fora das últimas convocações. E o futuro também parece reservar grandes coisas à Fúria, visto que sua futura geração possui nomes como Bojan, Mata, Granero, Mérida, Raúl García e Piqué, além de jogadores jovens que já fazem parte da seleção principal como Fábregas, Silva e Sergio Ramos, mas que também podem, e devem, diga-se de passagem, fazer parte desse futuro, se mantiverem a qualidade do seu futebol.

Com esses jogadores, não seria exagero dizer que a Espanha pode ser considerada favorita nas competições que disputar. O grupo atual mescla jogadores experientes como Puyol e Marchena com jovens de talento como Fàbregas e Silva. Mesmo que alguns não estejam tão bem assim, como Reyes, que ainda não mostrou muito no Atlético de Madrid, podem dar a volta por cima e fazer parte das convocações espanholas nos próximos anos.

O grande problema da seleção espanhola talvez seja a falta de confiança. Nas duas últimas competições que disputou, a Espanha foi eliminada na primeira fase da Euro 2004 e caiu nas oitavas-de-final da Copa do Mundo da Alemanha. Isso sem contar campanhas decepcionantes como na Copa de 98, em que a Espanha caiu na primeira fase em um grupo forte, o chamado “grupo da morte”, mas com os espanhóis como principal força do grupo que tinha Paraguai, Nigéria e Bulgária.

Mas indo de encontro à fartura de bons jogadores para o time, no cargo de treinador as opções são poucas, pelo fato dos espanhóis terem por princípio preferir técnicos nascidos no país. Um bom nome seria Juande Ramos, que já provou o que é capaz de ganhar títulos mesmo com um elenco limitado, mas agora que assumiu o Tottenham se torna mais complicado para ele assumir a Fúria. Outra opção seria Rafa Benítez.

Com esse time, a Espanha tem tudo para se livrar do estigma de “cavalo paraguaio”, já que o time empolga nos primeiros jogos e logo depois costuma ser eliminado das competições. É preciso trabalhar o lado psicológico dos jogadores, mostrá-los que são capazes de fazer história. Com esses jogadores, é possível sonhar. E sonhar alto.

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