Diretoria precisa levar Santos a sério

Juro que não é perseguição com o Santos (segundo texto meu seguido sobre o Peixe neste blog), mas é difícil não comentar as “bombásticas” contratações de Mauricio Molina e Michael Quiñonez. Sâo duas daquelas que devem deixar o torcedor bem alerta em relação à falta de planejamento no time que está sendo montado na Vila Belmiro.

Mauricio Molina já é ligeiramente conhecido do torcedor brasileiro. Meia-atacante que cai pela direita, é rápido e driblador. Em 2003, jogou muito bem na Libertadores pelo Independiente Medellín, enfrentando, inclusive, Santos e Grêmio. Foi uma das estrelas do time semifinalista da competição.

Isso significa que é um bom reforço? Não. Molina tem talento, mas é muito dispersivo. Vive maus momentos com constância preocupante e tem dificuldade em manter o peso. Tanto que, mesmo depois daquela Libertadores, ele não se consolidou como um dos principais atacantes de seu país. Fracassou no San Lorenzo, teve nova chance no Olimpia-PAR e foi sumir na reserva do Estrela Vermelha-SER.

Michael Quiñonez é um meia ofensivo bastante habilidoso de porte físico razoável que chuta bem de fora da área. Foi a grande revelação do Espoli em 2007. Agora, sei isso sem profundidade, porque me baseio em relatos da imprensa equatoriana e em uma procura de lances dele que dei na internet depois que a contratação foi anunciada.

Não vou ser sacana e dizer que ele é ruim ou ser sarcástico com o apelido dele (Michael Jackson) só porque nunca vi jogar uma partida (como a imprensa brasileira gosta de fazer). É um garoto de 22 anos que está surgindo agora. Pode ser um craque que a gente não conhecia.

O problema é que o Espoli é um “poderoso” time que estava na Primera B (a Segundona equatoriana) e acabou de subir para a elite. Duvido que alguém no Santos tenha acompanhado alguma partida do Espoli na Segundona equatoriana. No máximo, viu uma cena em que um jogo do Espoli foi interrompido por um vendaval (o vídeo correu o mundo). Então, a contratação foi baseada no “ouvi falar” ou naquela edição generosa de lances em DVD.

Aí é que está o problema. O Santos contratou um jogador pelo passado e outro sem observação real. E Leão já disse que não gosta de jogador estrangeiro. O Santos precisa se levar um pouco mais a sério.

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Equipe Trivela

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