De dar dó

Já é sabido que o Feyenoord vive uma temporada aflitiva. Primeiro, a aposentadoria de Makaay e Van Bronckhorst, que tornou o elenco jovem demais para aguentar uma temporada – à exceção do goleiro Rob van Dijk, de 41 anos, e do lateral esquerdo Tim de Cler, de 32 anos. Depois, os resultados ruins no Campeonato Holandês, que culminaram com o famoso e humilhante 10 a 0 para o PSV. E seguiu por este começo de ano, com a morte do ídolo Coen Moulijn.

E, nesta semana, novamente o Stadionclub viveu dias de cão. Primeiro, na última segunda, quando o diretor técnico Leo Beenhakker disse que não renovará seu contrato. Depois, na quarta, quando foi derrotado pelo Ajax, no De Klassieker, sem sequer esboçar uma esperança de oferecer dificuldade ao arquirrival. E, finalmente, neste sábado, foi derrotado pelo De Graafschap. Em casa. E só não perdeu uma posição porque o Vitesse conseguiu perder para o lanterna Willem II – que, por sinal, conseguiu sua primeira vitória na temporada (!).

Tanta força contrária está dilapidando a moral dos jovens jogadores. Ao final da partida, logo após o gol de Leon Broekhof, dois atletas do Feyenoord não aguentaram mais um revés e choraram em campo: o lateral direito Stefan de Vrij e o meio-campista Georginio Wijnaldum.

O Feyenoord já teve outras épocas de penúria. Mas a que vive atualmente é uma das maiores, sem dúvida. A situação do time é, literalmente, de dar dó. Pois há que se ser muito insensível para achar que o choro dos jogadores não parte do fundo da alma, cansada de lutar para nada.

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Equipe Trivela

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