Chelsea: Aposta no bom e barato

por Henrique Barbosa de Souza

O Chelsea se caracterizou nos últimos anos por contratações bombásticas, gastando milhões e milhões no período de transferências europeu. Nessa última janela, ao invés de contratar craques que não aceitariam a reserva e que poderiam causar guerra de egos no elenco, os Blues gastaram com moderação, fazendo pensar se a fortuna de Roman Abramovich não estaria se acabando.

Os jogadores que chegaram a Stamford Bridge nessa temporada não deixam de ter qualidade, mas vieram em sua maioria para compor elenco, além de terem custado pouco aos cofres do clube. Os reforços trazidos vieram em sua maioria para a defesa, que na temporada passada não tinha jogadores suficientes, e com algumas lesões que abateram os defensores do clube nesse período, o técnico José Mourinho foi obrigado a improvisar bastante, casos de Terry no gol e Essien na zaga.

Alex chegou ao Chelsea após três anos emprestado ao PSV, pois só agora o zagueiro brasileiro conseguiu sua licença de trabalho para atuar na Inglaterra. Veio pela quantia insignificante de um euro. Também veio o zagueiro israelense Tal Ben Haim, que era do Bolton e assinou pela equipe a custo zero. Outros que, assim como o israelense, foram contratados a custo zero foram o atacante peruano Claudio Pizarro (ex-Bayern) e o meio-campo Steve Sidwell (ex-Reading). Para a lateral-direita, os Blues queriam Daniel Alves e chegaram a oferecer € 36 milhões ao Sevilla, que só aceitaria € 42 milhões. Então, surpreendentemente o Chelsea foi buscar Belletti no Barcelona e pagou € 6 milhões. E por fim, a contratação mais cara do time nesse período foi Malouda. O meia francês veio do Lyon e custou cerca de 13 milhões de libras ao Chelsea.

Para essa temporada, a equipe não poderá contar com Boulahrouz, emprestado ao Sevilla; Geremi, vendido ao Newcastle; Lassana Diarra, contratado pelo Arsenal; e a ausência mais sentida será sem dúvida Arjen Robben, que se transferiu para o Real Madrid. Agora o Chelsea não terá mais a habilidade do jovem atacante, que se entendia muito bem com Drogba.

Na Premier League, o Chelsea ocupa a quarta posição, com três vitórias, dois empates e uma derrota. Já na Liga dos Campeões, o time caiu em um dos grupos mais fortes da competição, que conta com o Valencia, que deve ser o principal adversário do Chelsea nesse grupo; o Schalke 04, que teoricamente é apenas a terceira força do grupo, mas pode complicar a vida dos outros times; e o Rosenborg, forte candidato a saco de pancadas da competição. A estréia será terça-feira, contra os noruegueses, em Stamford Bridge, jogo em que o Chelsea tem tudo para ganhar.

O Chelsea é favorito em todas as competições que disputar, afinal o time é forte: tem nomes como Cech, Terry, Lampard, Essien; e agora, mais do que nunca, tem um bom banco de reservas. Resta ver se nessa temporada Ballack e, principalmente, Shevchenko vão render o que se espera deles, pois o período de adaptação ao futebol inglês já acabou para eles. Se jogarem o que sabem, serão facilmente titulares e poderão finalmente justificar o investimento feito. Por fim, se o clube contar com um pouco mais de sorte, pode surpreender e conseguir o título que falta para eles, que seria a UCL. Vamos ver como José Mourinho, que está sobre pressão desde a temporada passada, se sairá com a obrigação de vencer o torneio mais importante da Europa, afinal, mais do que nunca, o seu cargo depende disso.

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