Borowski e seu maior adversário

Se juntássemos todos os problemas pelos quais passou o meia Tim Borowski, do Werder Bremen, nos últimos dois anos, poderíamos facilmente chegar a um esboço da segunda versão de “O pulso”, sucesso dos Titãs, na qual Arnaldo Antunes cantava diversos nomes de enfermidades em sequência rítmica. Entorse no ligamento, ruptura de ligamento do joelho, problema na coluna, lesão na virilha, gripe gastrointestinal, etc. Foram tantas contusões, tanto tempo parado (desde o início da temporada passada), que é difícil lembrar que ele ainda é jogador profissional.

Mas ele é, e não desiste da carreira. Em entrevista ao Bild nesta quinta-feira, o jogador de 31 anos afirmou que não planeja se aposentar e quer voltar aos gramados. Tem contrato com o clube até 2012, mas quer primeiro ser saudável e depois ter bom desempenho para aí sim começar as negociações. Triste destino para quem um dia ajudou o país inteiro a vibrar.

Quando era um meio-campista com vida futebolística ativa, Borowski mostrava qualidades. Foi dele, por exemplo, o passe para Miroslav Klose empatar, de cabeça, a partida entre Alemanha e Argentina pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2006. Na ocasião, ele também bateu um dos pênaltis da decisão por penalidades que decretou a vitória alemã por 4 a 2. Mais precisamente o último do Nationalelf. E converteu.

O meia, que foi campeão alemão em 2003/04 ainda participou da Eurocopa 2008. Depois, foi para o Bayern Munique, onde não conseguiu se firmar como titular. De volta a Bremen, teve até brilharecos em 2009/10, mas na temporada passada jogou apenas 12 partidas. E nessa, nenhuma. Agora, convive com a desconfiança de que possa voltar à boa fase, mas a folha de serviços prestados ao clube faz com que seja tratado com o devido respeito e tenha o retorno aguardado pela torcida. Menos mal.

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