Boicote em preto e amarelo

Quem acompanha a Bundesliga sabe: a torcida do Borussia Dortmund lota o Signal Iduna Park em todas as partidas da temporada e boa parte dela é composta por trabalhadores normais, que só podem pagar preços acessíveis para ir ao estádio. Cerca de 26 mil dos mais de 80 mil lugares custam a pequena quantia de € 10 e muitos deles costumam viajar. Mas desta vez, no retorno da Bundesliga, um grupo organiza um boicote ao jogo contra o Hamburg, fora de casa.

O motivo é simples: o preço dos ingressos em Hamburgo (definido pelo time da casa) varia entre € 36 e € 84. Isso sem contar o custo da viagem de trem. O valor é considerado altíssimo para os líderes da torcida do clube. “Mesmo as pessoas desfavorecidas devem ter condições de comprar ingressos. Se o futebol é apenas negócio, ele está morto”, afirmou Marc Quambush, líder do movimento de boicote.

A ação não é exclusividade dos torcedores do Borussia Dortmund. Um grupo de fãs do rival, Schalke 04, anunciou que não irá ao jogo contra o Viktoria Plzen, em Praga, pela segunda fase da Liga Europa, pelo mesmo motivo. Estão no direito deles, não vão e ponto final.

A atitude é válida sim. Não há como negar que o futebol virou um negócio, mas certas regulações são necessárias, sobretudo em tempos de crise. Até porque a grande maioria da população mundial não é formada por turistas asiáticos em condições de comprar os melhores lugares dos principais jogos das grandes ligas sem fazer o mínimo de esforço.

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Equipe Trivela

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