Barcelona: volta do Dream Team?

por Marx de Jesus Alves Ferreira

A tradição de grandes jogadores, equipes fantásticas e uma grande torcida. O Futbol Club Barcelona, como dizem os catalães “es més que un club”. O biênio 2005/06, no qual a equipe de Ronaldinho, Messi e Eto’o faturou dois títulos do Campeonato Espanhol e uma Champions League, é um exemplo claro.

A tradição de um futebol ofensivo e de espetáculo vem da mistura da escola holandesa, introduzida pelas passagens do líder Cruyff como jogador e posteriormente como técnico dos “blaugranas”, aliada à cultura artistica, presente na sociedade catalã e que tem o futebol como expoente.

Na primeira versão do “dream team”, o holandês Cruyff conduziu o Barça a seu primeiro título da Liga dos Campeões. Aquele verdadeiro esquadrão contava com nomes do porte de Koeman, o lendário Zubizarreta e o genial Stoichkov.

A equipe que Frank Rijkaard começou a montar em 2004 passou a se mostrar cada vez mais fantástica e, jogando à moda holandesa, surpreendeu e encantou o mundo do futebol.

O treinador holandês personificou na figura de Ronaldinho a sua maneira de jogar, o futebol veloz, com o camisa 10 centralizando as ações e distribuindo o jogo, dando fluência a um futebol leve, caracterizado sobretudo por jogadores abertos pelas pontas. Tanto Messi quanto Ronaldinho tinham a obrigação de fechar os espaços, quando a equipe estava sem a posse da bola.

O resultado foi que os adversários, em sua grande maioria, já entravam em campo receosos e sem idéia de como parar tamanha ofensividade e toque de bola.

A imensa torcida, que invariavelmente lota o Camp Nou e cria uma atmosfera excepcional, acabou mal acostumada. Os espetáculos foram tantos, que a derrota para o Internacional de Porto Alegre no Mundial de Clubes, em dezembro de 2006, causou imensa surpresa para os torcedores e para os amantes do futebol ofensivo e bem jogado.

A fórmula estaria esgotada? Os problemas extra-campo teriam causado esta queda vertiginosa?

A solução da diretoria catalã naquela temporada foi a de reforçar o elenco. No entanto, acabou contratando mal e para posições erradas.

Resultado: o Barcelona perdeu tudo o que disputou, e o baque foi tão grande que provocou uma nova corrida para o mercado da atual temporada.

O elenco com astros de nível internacional, como Thuram e Zambrotta (incorporados na segunda metade de 2006), não foi suficiente. Os atacantes Eto’o e Messi não tinham substitutos à altura e, assim, o Barça atuou desfalcado durante boa parte da temporada 2006/07.

Desta vez, a preferência foi reforçar posições carentes, sem deixar de lado a comprovada qualidade dos reforços. A diretoria barcelonista colocou a mão no bolso na tentativa de criar um novo “dream team”, contratando Abildal, Henry e Yayá Touré, além de preencher algumas lacunas no elenco, que se mostrou pequeno na última temporada.

Mas quando o Camp Nou estiver novamente lotado e em festa, ao som do hino culé, o treinador Frank Rijkaard estará com um poderio impressionante sob seu comando. Para enfrentar o Lyon no dia 19 de setembro, na estréia da UCL, o time não terá Eto’o (lesionado), integrante do chamado “quarteto fantástico”.

Quatro jogadores que ainda provocarão muitas discussões entre torcedores e jornalistas. Rijkaard ousará uma vez mais, escalando Eto’o, Ronaldinho, Messi e Henry no ataque?

Há que se observar que desta vez o Barça dificilmente terá problemas com elenco. A equipe que encantou o mundo tem condições favoráveis para retomar o posto de “equipe dos sonhos”.

O sonho não acabou!

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Equipe Trivela

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