Até quando?

A pergunta pode ser repetitiva, mas é mais uma vez válida: até quando haverá impunidade no futebol brasileiro? Neste sábado, após o empate entre Ponte Preta e Fortaleza, no Moisés Lucarelli, em Campinas, a praça Francisco Ursaia, localizada na frente do estádio, virou um campo de guerra.

Após o decepcionante empate, muitos torcedores pontepretanos foram protestar no alambrado ao fundo da saída para os vestiário. Foi o suficiente para a Polícia Militar chegar e dar início à confusão. A partir daí, foi uma sucessão de atitudes imbecis das duas partes.

Os policiais, despreparados, não souberam lidar com o protesto e agiram com a truculência de sempre. Os torcedores, cegos pela ignorância e marginalidade que predomina nas arquibancadas, achavam que podiam fazer o que quiser. A briga começou dentro do estádio e teve seqüência fora.

Paus e pedras arremessadas pelos pontepretanos (que agiam como milícias, se unindo e atacante em bloco), tiros e bombas por parte dos policiais (com viaturas sendo jogadas para cima das pessoas). No meio da confusão, pais correndo com os filhos chorando e pessoas tentando proteger seus veículos.

Sou veterano em estádios, mesmo assim, ainda me assusto com tamanha selvageria. De ambas partes. Policial não é santo, mas torcedor também não é coitadinho. É uma relação complicada, que retrata um pouco da virulência da nossa sociedade.

O post abaixo, feito pelo colega Bertozzi, mostra outra ação de torcedores pelo mundo. Sem violência, mas com a mesma sensação de que “posso tudo”.

Por aqui, enquanto não acontecerem punições sérias, a barbárie vai continuar. Protestar é uma coisa, apelar para a insanidade é outra. O saldo final da batalha campal deste sábado, certamente, trará alguns feridos e… nenhum preso. Ninguém vai preso por briga em estádio, é impressionante. Tudo se resolve na base do cassetete. Na porrada. E só.

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Equipe Trivela

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