“Ao ataque”

– Babbo, quando eu crescer, quero ter um emprego como esse. Escreve de vez em quando, fala umas coisas pela minha boca, e erra quase todos os palpites na Liga dos Campeões.

– Acertei o Barcelona!!!

– Hahahahaha. Contra o Celtic?

– O Milan, na temporada passada, só fez gol na prorrogação, no San Siro. É um time chatinho, já ganhou o torneio em 1967. Merece respeito.

– Mas como não dizer que ele era favorito? É como você falou outro dia com o Muricy, na rádio. Sai o Messi, machucado, e entra o Henry. Aí, até eu e o Gudjohnsen dão certo.

– O melhor do Barça é que o Ronaldinho parece mais animado e em forma. Vai contar na próxima fase. Mas a defesa em preocupado.

– Você não falou com aquele entusiasmo do Chelsea. Antes, você babava ovo pros caras. Agora que eles estão muito bem, passam por cima do Oympiacos. Agora vai?

– Eles sabem como perder a UCL. Ainda não sei se já aprenderam a ganhar. Até porque é dever esperar o sorteio. Isso muda tudo. O Chelsea e o Barcelona se deram bem nessa fase. Agora, o Real Madrid e o Milan…

– Acabou o heptacampeão europeu? Fora Berlusconi, Ancelotti e Kaká?

– A gente dizia isso em 2005, depois da virada do Liverpool, na final em Istambul. É dever respeitar e esperar. Mas, claro, que uma senhora renovação do elenco deve ser feita. Para não falar da própria comissão técnica. O Roque Júnior falou que o Tassotti é fera e pode assumir a bucha. Mas eu iria atrás do Rijkaard. Quero ver o Milan no ataque com essa molecada toda.

– Sei… vi o Pato contra o Arsenal… Fez uma jogada, e necas. O Kaká ainda foi bem marcado pelo Flamini. Mas o “seu” Pato? Pfff…

– Sim. Não foi bem. Mas tem idade e talento para voltar a ganhar tudo. O Kaká também não foi aquele. E, agora, sem a Liga até maio, sem a Eurocopa, dificilmente será bi no prêmio da Fifa.

– Eu venderia o Milan todo. Menos ele. E ficaria com o Paloschi e o Pato.

– Menos, filhão. É preciso manter a base. O Milan não perdeu para um time qualquer. Perdeu pro Arsenal. Pro Arsène Wenger. Impressionantes os gunners. O Fábregas parece ter 20 anos de futebol, não de vida. O time não deixou o Milan respirar, e ainda jogou muito. O Milan não tem motivos para lamentar tanto a queda. Perdeu para um senhor rival.

– Como o Real Madrid… Mas se tivesse o Van Nistelrooij…

– É. Poderia ser mais complicado, no Bernabéu. Mas, ainda assim, a Roma foi absoluta nos dois jogos. Ninguém ganha duas vezes de equipes como o Real Madrid sem méritos. É bacana ver um time tão ofensivo e rápido se dar bem. Como o Wenger, o Spaletti faz história.

– Ele e o Aquilani. O que jogou esse cara!!!

– E os renegados brasileiros? Taddei, Doni, Mancini… Só faltaram Afonso Alves e Bobô…

– Pois é. Mas vocês, jornalistas, não ficam pedindo centroavantes? A Roma não tem e é esse show todo.

– O “segredo” é a velocidade e constância da equipe. E aquela liga que dá e ninguém consegue explicar. Na véspera do primeiro jogo, conversando com o Mancini…

– Momento Paulo Henrique Amorim…

– Isso. Então, o Mancini me disse que faltava a equipe ser mais segura e tranqüila para voltar a acertar o passe e o passo. E isso aconteceu num estalo. A Roma vai longe.

– Claro… É só não pegar o Manchester. Ainda melhor que no ano passado. Para azar do Lyon, que estava pior que em outros anos.

– Bacana foi ver o Zico ganhar nos pênaltis. O Fenerbahçe está como disse o Alex: “Agora, é só se divertir”. Já está no lucro.

– O Schalke 04 também. E no meio de tantas zebras, por que não um Monaco x Porto, como em 2004?

– Fato. A UCL está aberta. O melhor: aberta para equipes que sabem e gostam de atacar. Mas que sabem se defender, como Arsenal e Roma.

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Equipe Trivela

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