Al-Jazira: “Manchester City” do Oriente Médio

Quem ler o nome desta coluna irá imaginar que o clube em questão seja conhecido desta forma. Mas, na verdade, a alcunha dada por este escriba tem muito a ver com os bastidores destas duas equipes.

O Al-Jazira é do ADUG (Abu Dhabi United Group), mesmo grupo que, no ano passado trouxe Robinho para o Manchester City, e que pretende transformar os Citizens em uma equipe de primeiro mundo. Assim como tenta fazer com o clube de Abu Dhabi.

Nascido de uma fusão

O clube surgiu em 1974, de uma fusão entre outros dois times, o Al Khalidiyah e o Al Bateen, para ajudar jovens a “praticar seus hobbies em um ambiente educacional que os permitam aprimorar seus talentos e um local que pudesse estar disponível para excelência destes”. Atualmente, mantém times de handebol e vôlei.

Nos primeiros anos de vida, o clube não teve muito cartaz, apesar de há muito tempo ser ligada à família Al Nahyan, da qual sai o presidente dos Emirados Árabes Unidos, e também a família do emir local. Nos anos 80 e 90 chegou até a freqeentar a segunda divisão nacional.

Um pouco mais de respeito

Já no novo século, o Al-Jazira chegou a uma final, a da Copa dos Emirados Árabes (President Cup), mas acabou derrotado pelo Al-Ahli, na temporada 2001/2. Isso mostrava que o time já queria muito mais, inclusive contando nesta época com um ex-melhor jogador do mundo: George Weah. Naquela mesma temporada foi vice-campeão nacional.

Nos anos seguintes, o time de Abu Dhabi se manteve na parte de cima da tabela, tendo poucos problemas com o rebaixamento, e indo longe nas copas nacionais. Tudo isso culminou com a conquista da Vice Presidents Cup, em 2006/7, batendo justamente o Algoz daquela Presidente Cup perdida, o Al-Ahli, por 4 a 1.

No mesmo ano, o único triunfo internacional da equipe: a Copa do Golfo Pérsico, derrotando o Al-Ittifaq, da Arábia Saudita na final. Atualmente vem disputando a Liga dos Campeões Asiáticos, onde não teve bom começo, com apenas um ponto em duas rodadas no Grupo C (com os iranianos do Esteghlal, os sauditas do Al-Ittihad e o Umm Salal, do Qatar).

Tempero brasileiro

O time atual tem um certo “tempero brasileiro”, iniciado, mais precisamente, com a chegada de Abel Braga, que chegou no ano passado ao clube. Lá também estão o atacante Fernando Baiano, ex-Corinthians, o ex-colorado Rafael Sóbis e o desconhecido Rozário. Por lá também esteve o volante Radamés.

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