Adelaide United – Em busca da revanche

Apesar de existir há apenas cinco anos e ainda não ter conquistado nenhum título, não é exagero dizer que Adelaide United já se tornou um dos clubes mais notáveis da história do futebol australiano. Não que isso signifique muito, pois o futebol jogado na terra dos cangurus não é grande coisa. Mas o fato de os Reds terem sido finalistas da Liga dos Campeões da Ásia garantindo a classificação para o Mundial da Fifa teve grande relevância por lá. O time não é o primeiro australiano a participar de um mundial de clubes. A honra pertence ao South Melbourne, que em 2000 esteve no Brasil para a disputa do torneio vencido pelo Corinthians.

O clube foi fundado em 2005, para substituir o antigo time da cidade, o Adelaide City, e dele herdou uma torcida relativamente numerosa. As 17 mil pessoas que acompanham o time no Hindmarsh Stadium renderam ao Adelaide o apelido de “time do povo”.

Em sua primeira temporada, o novo time do sul da Austrália ficou em terceiro lugar na antiga liga nacional com um time montado às pressas. No ano seguinte foi um dos três clubes da NSL a permanecer na nova liga australiana, a A-League. O desempenho também foi acima do esperado. O time foi eliminado apenas na série final. Em 2006/7, o novato foi mais longe e chegou à final do Campeonato Australiano. Na competição atual, os Reds também ocupam a segunda colocação, a dois pontos do Melbourne Victory.

O elenco que viaja para o Japão é basicamente formado por jogadores de Adelaide – muitos deles atuavam pelo antigo time da cidade. O principal deles é Travis Todd. O meia é o capitão do time e o maior artilheiro na temporada. Ele foi destaque na Liga dos Campeões da Ásia, tendo marcado três gols na mesma partida por duas vezes.

A base da equipe que deve estrear contra o Gamba Osaka é a mesma que perdeu as finais da competição asiática para o time japonês. A defesa é formada pela experiente dupla Angelo Costanzo e Sasa Ognenovski. Alguns jovens talentos podem ser experimentados pelo técnico Aurelio Vidmar, como o lateral Scott Jamieson, o versátil meia Kristian Sarkies e o zagueiro Daniel Mullen.

Além dos australianos, quatro jogadores brasileiros completam a lista. O defensor Alemão, que passou pelo Cruzeiro no início da década, é o único que não deve atuar como titular. Cássio, lateral-esquerdo, jogou no Flamengo e no Internacional durante o mesmo período. O meia Diego e o centroavante Cristiano, outros jogadores chave do time, nunca atuaram profissionalmente por aqui. O primeiro jogou nos Estados Unidos do início da carreira até o ano passado. Cristiano, contratado nesta temporada, veio de times pequenos europeus.

Em dezembro de 2006, o Adelaide foi assunto no Brasil por causa da contratação de Romário. Em busca do milésimo gol, o Baixinho assinou contrato por uma brevíssima temporada de quatro jogos, ao custo de cerca de 120 mil dólares. Romário agitou a cidade e chamou atenção para o clube, mas não aumentou a conta de 986 gols – na verdade quase não tocou na bola, e se despediu sem deixar saudades.

Caso confirme o favoritismo sobre o Waitakere United na fase preliminar, o Adelaide terá a chance de se vingar do Gamba Osaka, seu algoz na final da LC asiática, nas quartas-de-final.

Técnico

Aurelio Vidmar foi contratado como jogador do Adelaide United em 2004. Um ano depois, anunciou a aposentadoria e começou a trabalhar como assistente técnico. Em 2007, Vidmar foi promovido ao cargo de John Kosmina. Ele buscou jogadores importantes e deu início a um trabalho de resultados bastante satisfatórios.

Como se classificou

Jogou 12 partidas na Liga dos Campeões da Ásia, ganhou a metade e perdeu três. Na final, foi derotado nos dois jogos para o Gamba Osaka do Japão, por 3 e 2 a 0. Porém, como o Japão já garante a vaga do campeão nacional (no caso, o próprio Osaka), por ser sede do torneio nacional, o Adelaide ganhou o direito de participar da competição como clube convidado. A classificação foi confirmada em 22 de outubro, data do segundo jogo da semifinal contra o Bunyodkor, do Usbequistão. Os australianos perderam pelo placar mínimo para o time de Zico e Rivaldo, mas os 3 a 0 do jogo em casa garantiram o time no Mundial. Nas quartas, passaram pelo também japonês Kashima Antlers.

Fique de olho

Travis Dodd

Se fosse uma (sub)celebridade, seria…

Rodolfo (aquele que fazia dupla com o ET): sem graça, só fez sucesso nas costas de alguém que nem era tão famoso assim.

Apresentação dos Clubes

Adelaide United (Austrália)
Al Ahly (Egito)
Gamba Osaka (Japão)
LDU Quito (Equador)
Manchester United (Inglaterra)
Pachuca (México)
Waitakere United (Nova Zelândia)

Sedes

Tóquio – Estádio Nacional
Toyota – Estádio Toyota
Yokohama – Estádio Internacional

História

1960-1979: Tempos clássicos
1980-2004: Oriente Express
2000-2007: A era Fifa

Estatísticas e curiosidades

Os fatos e números que marcaram a história do Mundial

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