A turma dos invictos

Arsenal: Quando todos esperavam a derrocada dos Gunners sem Henry, eis que acontece justamente o contrário. Wenger vê o amadurecimento de uma geração, conta com jogadores como Flamini, Clichy e Adebayor dando um considerável salto de qualidade, e até se dá ao luxo de deixar um campeão mundial como Gilberto Silva na reserva. Junte-se a isso um jogador de nível mundial como Fàbregas, e dá para entender por que ninguém foi capaz de bater o Arsenal até agora na Premier League. Se o problema era não ter enfrentado um grande, o problema acabou. O time passou ileso por Liverpool e Manchester United, mesmo saindo em desvantagem nas duas partidas. É um time com extrema confiança em sua capacidade.

Liverpool: É uma invencibilidade amarga para os Reds, que empataram seis dos 11 jogos e ocupam apenas o sétimo lugar na tabela. O time corre o risco de ver enterrado mais uma vez o sonho de acabar com um jejum que já caminha para completar maioridade – não é campeão nacional desde 1990. Apesar do elogiado investimento em reforços, o técnico Rafa Benítez não conseguiu dar uma cara à equipe, que ainda tem de lidar com uma péssima situação na Liga dos Campeões.

Internazionale: Roberto Mancini precisou lidar com muito ceticismo após levar a Inter ao título na temporada passada. Afinal, tudo conspirava para o primeiro scudetto conquistado em campo desde o final da década de 80. Juventus fora, Milan penalizado, outra decepção na LC, tudo era razão para minimizar o valor da Inter. Agora, as desculpas acabaram. Os nerazzurri já ganharam fora de casa da Roma, e ontem buscaram o empate em um jogo de alta tensão contra a Juve em Turim. Já o Milan, desta vez vem se penalizando por conta própria. Esta Inter é a equipe de Ibrahimovic, de um Figo ainda afeito aos grandes jogos, mas também de Julio Cruz, aquele que não é comentado, sempre marca e nunca reclama.

Fiorentina: Se o Arsenal pode melhorar sem Henry, por que a Fiorentina não faria o mesmo sem Toni? Se não fosse pelas penalizações, a Viola já teria se classificado para a LC nas duas últimas temporadas. Além de uma defesa sólida – apenas sete gols sofridos em 11 jogos, a exemplo da Inter -, o time bem dirigido por Cesare Prandelli ainda conta com ótimos valores ofensivos. O romeno Mutu encarou bem a responsabilidade de ser o homem-gol após a saída de Toni. É verdade que o jovem Pazzini ainda não explodiu como se esperava desde o hat-trick em Wembley pela seleção sub-21, mas em compensação há um certo Christian Vieri, que tem deixado sua marca com freqüência, depois de viver o inferno dos problemas físicos nas passagens por Milan, Monaco e Atalanta. É preciso esperar um pouco mais para credenciar a Fiorentina ao título, mas desta vez não há quem tire a vaga na LC.

Bayern de Munique: As contratações do Bayern para esta temporada, depois do vexame da campanha passada, não deixaram dúvidas. O time entraria para ser campeão com o pé nas costas. De dúvidas a solucionar, apenas “em que rodada vai garantir o título” e “vai ser campeão invicto”? Ainda pode. Oito vitórias e quatro empates em 12 jogos, e nenhum adversário se mostra consistente o suficiente para desafiar os homens de Hitzfeld. O Bayern tem os dois artilheiros do campeonato – Toni e Klose, ambos com oito gols – e um time reserva que provavelmente se classificaria para a LC se jogasse por outro clube.

Porto: Os Dragões só deixaram escapar pontos na nona rodada, depois de passar as primeiras oito com 100% de aproveitamento. Com 25 pontos de 27 possíveis, o time de Jesualdo Ferreira demonstra sua superioridade sobre os rivais. Pela primeira vez em muito tempo, é um Porto mais argentino que brasileiro, com destaque para o goleador Lisandro López e o ótimo Lucho González no meio-campo. (EDIÇÃO: em Portugal também estão invictos o Benfica, vice-líder, com cinco vitórias e quatro empates, e o Vitória de Setúbal, com três vitórias e seis empates)

Ajax: A saída de Henk ten Cate não foi suficiente para tirar o Ajax dos trilhos na Eredivisie. É verdade que a temporada ficará irremediavelmente marcada pelo fracasso europeu, com eliminações vexatórias na Copa Uefa e na fase preliminar da LC, mas no campeonato local o time vai fazendo bem seu trabalho. Muito se deve ao reencontro de Klaas-Jan Huntelaar com o gol, depois de um 2006/7 apenas razoável, e ao bom desempenho do jovem uruguaio Luis Suárez. Jogadores com experiência internacional, como Rommedahl e Luque, também têm sido importantes em Amsterdã.

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Equipe Trivela

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