A maior vitória

 A maior vitória do Corinthians neste domingo não foi a vaga na final do Paulistão. Foi a certeza de que, como a torcida cantou – de novo –, o Coringão voltou, de verdade. Está no nível da Série A, no bom nível da Série A. Tem dois zagueiros tão bons quanto quaisquer outros jogando no Brasil, um treinador tão bom quanto qualquer outro no país, e um time mais bem montado do que a maioria.

A maior derrota do São Paulo, por outro lado, não foi a perda da vaga. Foi a perda da moral. O time colocou seu melhor time para jogar o Paulistão, e perdeu a chance de vencer um jogo fácil na Colômbia. E agora vai sofrer para avançar na competição com que realmente deveria se importar.

A supervalorização de Rogério Ceni é apenas um dos aspectos mais ridículos da megalomania tricolor. Neste domingo, quando era hora de dizer ao time que Rogério é importante, mas é apenas um, a diferenciada direção tricolor fez o contrário: jogou todos os holofotes em quem não estava em campo. E quem estava em campo, pouco apareceu. O atual diretor de futebol do clube, que sempre esteve lá enquanto o time não ganhava nada, aliás, também deu sua contribuição, mexendo com ninguém menos do que Ronaldo.

A final do Paulistão vi ser entre o 3º e o 4º melhores colocados do torneio, mas ninguém dirá que não é a final mais justa. Tem tudo para ser uma belíssima final.

Atualização às 23h: Diz o Leco: “O que o Ronaldo fez hoje? Só o gol e mais nada”. Gênio! Esqueceu que ele participou decisivamente do primeiro gol. E que o time inteiro do São Paulo não fez nem isso. Vai entender a composição política que faz com que um cara como esse seja diretor de futebol, esporte que ele claramente não conhece. OK, cornetei…

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Equipe Trivela

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