A lei, ora a lei!

Vamos deixar claro antes de começar para ver se os trolls param por aqui: não estou defendendo Neymar. Nem atacando. Não vou entrar no mérito do que fez o jogador nesta quarta ao ser expulso, mas, ainda a título de introdução, coloco uma pergunta: se é proibido comemorar usando máscaras, a quem cabe avisar os jogadores disso? “Ah, o jogador é profissional, tem que saber”. Tem que saber de um monte de coisa que não sabe, e é função da direção da equipe ajudá-lo a não esquecer das que importam. (Não, os trolls não vão parar por aqui. Se eu alivio para Neymar é porque estou criticando o Santos. Se pego pesado, também é porque estou criticando o Santos).

Isto dito, acho que há uma campanha mundial para deixar o futebol mais chato. Os dirigentes de todo o planeta se inspiram em Ricardo Teixeira, que sasbidamente detesta futebol, e querem destruir o esporte na base da regra. A mais recente é essa: legislar sobre comemoração de gol. Não pode isso, não pode aquilo, tirar a camisa é proibido – até porque o Brasil é um país em que ninguém tira a camisa nunca -, máscara não pode. Daqui a pouco vão determinar que se reúnem os dez jogadores de linha na bandeira de escanteio, todos batem palmas para o goleador por exatos 3,45 segundos e depois param. Se não, amarelo para todos.

Na semana passada, Wayne Rooney foi suspenso por dois jogos porque mandou um sonoro “fuck off” para uma câmera. Não discuto que ele mereça punição, há famílias vendo a partida que talvez não queiram ver isso entrando em suas casas. Mas suspendê-lo? E por dois jogos? Não beira o ridículo, ultrapassa-o, e muito.

Futebol é alegria, é brincadeira, é emoção. E quem pune comemoração de gol só pode mesmo é ter uma baita de uma dor de cotovelo por nunca ter conseguido chegar perto da emoção de balançar as redes.

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Equipe Trivela

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