A ditadura do antidoping

Primeiro foi a suspensão de um ano a dois jogadores italianos que simplesmente se atrasaram para um exame antidoping – que não registrou substâncias proibidas.

Agora, a Agência Mundial Antidoping (Wada) apronta mais uma: quer impor ao futebol a regra adotada no início deste ano, que exige que atletas de elite de cada esporte, selecionados pelas federações e comitês nacionais antidoping, tenham de informar onde poderão ser encontrados durante um período de uma hora em cada dia, sete dias por semana e 365 dias por ano.

Fifa e Uefa já se posicionaram contrariamente à regra da Wada. Afinal de contas, futebol é esporte coletivo, e para encontrar um determinado jogador e fazer um “exame surpresa” basta ir ao treino do clube. A Wada argumenta, então, que o período de férias dos jogadores não ficaria coberto.

O combate ao doping no futebol precisa ser intensificado, mas não é através do cerceamento da liberdade dos jogadores que isso acontecerá. E se a Wada bater o pé a ponto de tirar o futebol da lista de esportes olímpicos, que assim seja. Terá de fazer o mesmo com os outros esportes coletivos, porque é difícil que a regra seja aceita tão facilmente.

Wada rebate críticas da Fifa e Uefa sobre regra antidoping

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