Pelo fato de acontecer sempre no meio do ciclo de quatro anos entre uma Copa do Mundo e outra, a Eurocopa pode servir como parâmetro para avaliar o trabalho das duas seleções. Após dois anos de trabalho, é possível imaginar as perspectivas para as grandes seleções europeias visando a Copa de 2014. Da recuperada seleção italiana ao esfacelado time holandês, nós, da Trivela fizemos esses prognósticos para as principais seleções da Euro. Confira.

Sinal verde

Espanha

Menos brilhante do que na Copa do Mundo, os espanhóis mantiveram o jogo que prima pela posse de bola, mas sofreram com a ausência de David Villa e a teimosia de Vicente del Bosque, que não escala Fernando Llorente. Bom, isso até a decisão. Aí mostraram por que são claramente a melhor equipe do mundo e que apresenta o futebol ao mesmo tempo mais bonito e mais eficiente. Chega como favorita destacada a 2014.

Itália

Após a ridícula campanha na Copa de 2010, a seleção italiana se recuperou com brilhantismo e fez uma Eurocopa excepcional. Andrea Pirlo foi indiscutivelmente o craque do torneio e parece ter físico para segurar a onda até a Copa, quando terá 35 anos. Daniele De Rossi, Riccardo Montolivo e Claudio Marchisio compõem muito bem o setor de meio-campo e Balotelli terá mais dois anos de experiência (não necessariamente de maturidade). A derrota na final não pode abalar o time, ainda em formação e que mostrou um grande trabalho de Cesare Prandelli.

Portugal

Desbancou a Holanda no Grupo da Morte e chegou à semifinal contra a Espanha. Uma campanha muito acima das expectativas comandada por Cristiano Ronaldo, que finalmente rendeu o que se espera dele pela seleção portuguesa. João Moutinho, Pepe e Fábio Coentrão também fizeram um torneio impecável, mas a falta de bons centroavantes na seleção ainda é um grande atrapalhador.

Sinal amarelo

Alemanha

Passou sem problemas na primeira fase, atropelou a Grécia nas quartas de final, mas perdeu mais um jogo quando não podia. O estigma cresceu ainda mais e será necessária uma importante preparação mental para que o time recupere a confiança. Em 2014, Schweinsteiger e Lahm já terão mais de 30 anos e poderão sofrer com um declínio físico.

França

Ficou invicta 24 jogos, mostrou talento, teve boa posse de bola nas partidas, construiu jogadas, mas esbarrou novamente nos próprios problemas internos e se perdeu a partir do jogo contra a Suécia. O time precisa primeiro se resolver fora de campo para voltar a render o que pode dentro das quatro linhas. E Samir Nasri, uma das estrelas da equipe, precisa recuperar o cartaz com o grupo.

Inglaterra

Steven Gerrard mostrou que ainda está em forma. Resta saber até quando isto vai durar. A renovação do time passa pelos pés de nomes como Alex Oxlade-Chamberlain e Jack Wilshere, que ainda estarão verdes em 2014. Wayne Rooney não. É o grande astro, mas precisa chamar a responsabilidade como fez na Eurocopa de 2004. E Roy Hodgson, defensivista ao extremo, deveria sair para que o potencial ofensivo desses bons jogadores seja aproveitado.

Sinal vermelho

Holanda

Um desastre total. Com exceção de Wesley Sneijder, que cumpriu bem sua função de armar o time, os holandeses ficaram devendo muito. Arjen Robben apareceu pouco nas partidas, Mark Van Bommel jogou mal a ponto de pedir o boné e o jovem Jetro Willens sentiu o peso da camisa. A defesa, envelhecida e sem qualidade, foi um problema contornável em 2010. Não é mais.

Rússia

Após a vexatória eliminação diante da Grécia, os russos têm ao menos um motivo para comemorar: o bom desempenho de Alan Dzagoev. E só. As preocupações são muitas, a começar pelo fato do time ser envelhecido e a nova geração não aparecer com a mesma qualidade. E a postura de alguns jogadores também é um péssimo indicador de que mesmo a classificação para a Copa de 2014 não é certa.

Polônia e Ucrânia

Mesmo como países-sede do torneio, não conseguiram se classificar. A Polônia mostrou bom futebol nos 30 primeiros minutos dos três jogos que disputou, mas caía depois. Os ucranianos venceram a Suécia e jogaram bem contra a Inglaterra, mas a queda era inevitável. De positivo, ficam os brilharecos de Tyton e Schevchenko.