O Meu Time de Botão é um podcast da Central 3, nossa parceira no podcast semanal da Trivela, que traz um convidado para falar sobre um time que marcou a sua vida. Todas as edições podem ser vistas aqui.

Por Paulo Júnior e Leandro Iamin

É semana de Copa do Mundo, amigo. E de um esporte em que o Brasil chega sempre como favorito ao título. O Mundial de Futsal começa no dia 10 de setembro, na Colômbia, quando a bola rola para a oitava edição do torneio desde que começou a ser organizado pela Fifa. O Brasil tem sete títulos, dois da antiga competição – que, aliás, segue acontecendo, ainda que ofuscada – e cinco da atual. Esta edição do Meu Time de Botão conta essa história, principalmente a do título conquistado em 1996, em Barcelona, contra a arquirrival Espanha.

A história

O primeiro Campeonato Mundial de Futebol de Salão aconteceu em 1982, em São Paulo, com partidas disputadas no Ginásio do Ibirapuera. O torneio organizado pela FIFUSA, hoje AMF (Associação Mundial de Futsal) acontece até hoje, de quatro em quatro anos, mantendo suas regras (goleiro não pode tocar na bola no campo de ataque, 15 segundos para ultrapassar a linha do meio e laterais/escanteios cobrados com as mãos). A última campeã foi a Colômbia, em 2015, no Mundial disputado em Belarus.

Em 1982, o Brasil foi campeão com gol de Jackson, o camisa 12 da época, diante de 15 mil pessoas na capital paulista. Em 1985, a seleção repetiu a dose; e em 1988 perdeu a final para o Paraguai por 2-1 no Mundial disputado na Austrália.

Veio a entidade máxima do futebol de campo para abocanhar a modalidade e, em 1989, organizar a primeira Copa do Mundo de Futsal da Fifa: Brasil campeão, claro. Em 1992, novo título verde e amarelo, e chega o Mundial de 1996, tema principal deste programa.

O torneio foi marcado para a Espanha, que despontava como uma das favoritas a quebrar o domínio brasileiro: em casa, terceira colocada em 1992 e campeã da primeira Eurocopa de Futsal, realizada em janeiro daquele mesmo 1996. O Brasil do técnico Eustáquio Araújo, o Takão, viajou com os goleiros Serginho e Bagé e os dez jogadores de linha, pela ordem numérica, do 3 ao 12: Márcio, Vaguinho, Manoel Tobias, Fininho, Sandrinho, Danilo, Clóvis, Choco, Djacir e Vander.

A nota curiosa é que Takão dividia a função de treinador com a profissão de dentista, quando atendia o então melhor jogador do mundo, Ronaldo. E o comandante levou a equipe ao título contra os espanhois, com ginásio lotado em Barcelona e um capítulo importante desta grande rivalidade – desde então, a Espanha foi campeã em 2000 e 2004, com o Brasil recuperando as taças em 2008 e 2012.

Este Meu Time de Botão lembra então uma grande geração do futsal brasileiro, que colaborou (e muito!) com a consolidação da modalidade mundo afora e construiu o favoritismo que entra em quadra a partir desta semana, na Colômbia. Até a próxima!