Pulmões de aço, velocidade, habilidade suficiente para jogar em diversas posições no começo da carreira antes de se firmar como um dos melhores laterais direitos do mundo e um dos maiores da história do futebol brasileiro. Cafu completa, neste domingo, 50 anos em que foi importante em uma série de times históricos e sempre 100% Jardim Irene.

A internacionalização do bairro da periferia de São Paulo, ao levantar a taça da Copa do Mundo no pentacampeonato mundial da seleção brasileira, em 2002, foi o ponto mais alto de uma carreira recheada de grandes conquistas.

Começou a carreira na hora certa no lugar certo. Pegou não apenas um momento de ouro do São Paulo como também um treinador que se esforçava para melhorar seus jogadores. Diz a lenda que Telê Santana ensinou Cafu a cruzar. Cafu não gosta da lenda.

“Não é que aprendi a passar e a cruzar, apenas melhorei”, explica, em entrevista conduzida em 2012. “Isso é mérito da minha força de vontade. Não adianta nada o técnico querer que você melhore se você não se esforça para isso. Costumo dizer que juntei a fome à vontade de comer, pois ele gostava de passar treinos e eu adorava treinar.”

Com Telê, Cafu também atuou em mais de uma posição em sua trajetória de campeão paulista, brasileiro, sul-americano e mundial com a camisa do São Paulo. “Eu tinha facilidade para me adaptar às posições. Por isso eu falo da força de vontade do atleta. Eu me prontifiquei a jogar de meia, lateral, zagueiro, ponta esquerda. Onde ele precisava, eu atuava”, disse.

Em um breve pulo pela Europa, Cafu fez um jogo na campanha do Zaragoza campeão da Recopa de 1995, raro título no currículo do clube espanhol, e, pegando gosto por times históricos, fez parte do esquadrão dos 102 gols do Palmeiras que conquistou o Campeonato Paulista de 1996 antes de se mudar de vez para o outro continente.

Passou mais de dez anos na Itália, onde quebrou o jejum de títulos italianos da Roma com a conquista do scudetto de 2001 e depois ajudou o Milan a conquistar a Champions League de 2006/07, à medida em que também se firmou como titular incontestável da seleção brasileira entre as Copas do Mundo de 1998 e 2006.

Recordistas de jogos vestindo a amarelinha, com 150, único a disputar três finais consecutivas, tirando proveito da lesão de Jorginho em 1994, Cafu passou quase duas décadas em campos de futebol coletando marcas, troféus e muito merecido respeito.

Hora de comemorar cinco anos com seis vídeos em que ele esbanja toda sua habilidade.

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