Quando caiu em 1989, o Muro de Berlim também levou abaixo a Cortina de Ferro. Junto com o desmembramento da União Soviética, a divisão do mundo gerada pela Guerra Fria não fazia mais sentido. E o momento de transição levou consigo algumas das melhores seleções da Europa. Em seu último feito, os soviéticos chegaram à decisão da Eurocopa em 1988; os favoritos iugoslavos sequer puderam disputar o torneio europeu em 1992, por causa das guerras de independência; os tchecoslovacos deixaram gravada na história uma final de Copa, em 1962; e os alemães orientais tiveram como grande façanha a vitória sobre os irmãos ocidentais no Mundial de 1974 – por mais que acusem o resultado de ser armado.

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A partir da formação de novas repúblicas, as antigas potências comunistas se tornaram apenas parte do livro de história. Mas sempre pinta aquela dúvida: e se aquelas seleções existissem, como seriam hoje em dia? As escalações foram imaginadas há pouco mais de um ano pelo amigo Gustavo Hofman, em seu blog na ESPN – e no qual falta apenas a Alemanha Oriental, cujo time alternativo pode ser conferido neste texto do Bundesliga Fanatic. Já o designer italiano Davide Lanave se deu ao trabalho de repensar os uniformes das quatro equipes nacionais extintas, adaptas aos modelos atuais.

Em sua página no Béhance, Lanave respeitou a linha de design das empresas que forneciam o material esportivo para cada uma das seleções – isso mesmo, não havia nenhum problema em fornecedoras de países capitalistas se associarem a comunistas. E o resultado do trabalho ficou bem bacana, com camisas simples e classudas. Se fabricassem mesmo, você compraria?

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