Schweinsteiger: “Nossa seleção não teve na Copa a atitude que se espera da Alemanha”

Meio-campista falou sobre as suas impressões quanto à eliminação da Alemanha na Copa do Mundo

O que Bastian Schweinsteiger jogou na decisão da Copa do Mundo de 2014 merece ser lembrado sempre. O meio-campista não vinha em suas melhores condições físicas, mas se entregou do início ao fim do complicado jogo contra a Argentina no Maracanã. Quando a Albiceleste crescia na partida, uma constante naquela final, o veterano oferecia sua combatividade e conduzia a Mannschaft. Chegou a cortar o rosto e, no momento em que percebeu que seria substituído, se negou a sair. Teve participação fundamental para que a vitória acontecesse e, com o tetra consumado, não escondeu as suas lágrimas pelo feito que perseguia desde 2006.

O declínio físico e técnico de Schweinsteiger foi acentuado nestes últimos quatro anos. Não ajudou a seleção na Euro 2016, mal na competição, e preferiu se aposentar da equipe antes de buscar o penta. Como um mero espectador, o meio-campista fez falta ao time de Joachim Löw, principalmente por seu espírito. E não escondeu sua decepção ao avaliar a queda precoce do Nationalelf. Para ele, a postura esteve aquém do que se espera da Alemanha, um time renomado principalmente por suas grandes batalhas e por reverter favoritismos.

“No fim das contas, você pode falar sobre várias coisas, mas eu acho que não vimos a postura típica da seleção alemã que estávamos acostumados. Eu conheço jogadores argentinos, brasileiros, holandeses. Eles sempre esperam um tipo de atitude no time alemão, que não mostramos nesta Copa do Mundo”, declarou o meio-campista, sem se alongar muito nas críticas.

“Estou triste com isso. Jogar uma Copa do Mundo é uma grande oportunidade. Só acontece a cada quatro anos, é uma chance enorme a cada um em campo e no banco de reservas. Os torcedores estão animados para ver grandes jogos. Você tem muita qualidade, mas então perde contra o México, perde contra a Coreia do Sul e ganha no último minuto contra a Suécia”, avaliou.

“Não é fácil de jogar contra cada time, não me entenda mal, não é fácil avançar na fase de grupos. Mas eu acho que um time com este tipo de qualidade precisa chegar aos mata-matas. Mais tarde, quando você alcança as quartas de final, você precisa ser um pouco mais resistente e ter várias virtudes, às vezes um pouco de sorte, um dia bom. Mas me desaponta ver que estamos fora do torneio e na última posição do grupo. Isso nunca aconteceu com a Alemanha antes e é triste, mas estou certo que nos reergueremos”, complementou.

Por fim, Schweinsteiger falou sobre a possibilidade de Joachim Löw deixar o comando da seleção alemã: “Agora que o torneio acabou, é o momento em que as pessoas precisam refletir e tomar as decisões mais sábias. A vida segue em frente, ela não acabou. Mas será difícil assistir à Copa nos próximos dias sem a Alemanha. O que acontecerá? Veremos. Estou longe de tudo. Apenas espero que a Alemanha volte a jogar como os alemães faziam no passado”.