Maurizio Sarri se incomodou com o nível de intensidade mostrado por sua equipe na derrota por 2 a 1 para o Napoli no domingo (26), pela Serie A. Por outro lado, o técnico da Juventus, que ganhou projeção nacional e continental depois de um belo capítulo na equipe de Nápoles, afirmou após o revés que, “se fosse para perder para alguém, que fosse para ajudar o Napoli”.

O treinador ponderou, é claro, que adoraria que o início da reação do Napoli sob o comando de Gennaro Gattuso fosse na rodada seguinte ao duelo com a Juventus, mas ainda assim achou um lado positivo na derrota.

“Estou feliz pelos rapazes, sempre vou gostar deles. Se é para perder, acho que eu preferiria que fosse para ajudar o Napoli a sair dos seus problemas atuais. Mas é claro que eu preferiria que eles começassem a vencer na semana que vem”, brincou.

Apesar de falar que, quando a partida começa, toda a história deve ser deixada de lado, não negou que é bom retornar ao San Paolo. “O Napoli representou um momento especial em minha vida, e é sempre agradável e emocionante estar de volta.”

Para a sorte de Sarri, a Internazionale apenas empatou em 1 a 1 com o Cagliari mais cedo, então a diferença de pontos entre primeiro e segundo colocado ficou em três pontos, quando poderia ser de apenas um. Entretanto, o time mostrou problemas, sobretudo de intensidade, no jogo no sul da Itália.

“Assim como contra a Lazio, tivemos uma falta de energia mental. Quando você não está animado, isso inicia uma reação em cadeia com problemas táticos e técnicos, mas tudo parte disso.”

Sarri acredita que o time foi passivo durante todo o jogo, “achando que poderíamos jogar com um ritmo lento, dando cinco toques, sempre distante entre as áreas, extremamente brandos”.

Sem poder contar com Chiellini desde a pré-temporada, com o zagueiro tendo que se recuperar de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho, o técnico acredita que a ausência do experiente zagueiro pesa justamente em situações como essa.

“O Chiellini traz uma certa mentalidade aos jogos e às situações, então certamente sua presença aumentaria nosso nível de agressividade. Nós realmente passamos a impressão às vezes de que somos passivos em nosso terço final. Por exemplo, na Coppa Italia, a Roma marcou porque fomos passivos, permitindo que um jogador corresse sem problemas do meio do campo até a beira da área, para chutar.”

O Napoli, segundo Sarri, precisou apenas fazer o mínimo para derrotar a atual octacampeã italiana: “Foi como se estivéssemos em câmera lenta e nada funcionasse, o time todo”.

A sequência da Juve, no entanto, garante ao time um pouco de tranquilidade depois de um dia ruim de trabalho. Dos próximos quatro confrontos, dois são contra equipes na zona de rebaixamento, Brescia (08/02) e Spal (22/02). A atuação desligada do final de semana precisará, no entanto, ser um alerta ao nível de atenção da equipe mesmo em partidas teoricamente mais fáceis.