É um pouco impressionante como o futebol italiano às vezes parece muito com o nosso. Lembra em 2012 quando Luiz Felipe Scolari, então treinador da seleção brasileira, disse que quem não quisesse pressão tinha que trabalhar no Banco do Brasil? Pois Maurizio Sarri protagonizou a versão italiana da história, mas contra o Correio.

Após perder o segundo jogo seguido fora de casa (Napoli e Verona), Sarri deu entrevista na véspera da semifinal da Copa Itália entre a Juventus e o Milan e, questionado sobre as dificuldades de seu começo de trabalho em Turim, respondeu que “se quisesse evitar a pressão e os testes difíceis, teria me candidatado a trabalhar no Correio”.

Como o Banco do Brasil em 2012, emitindo uma nota para lamentar as declarações de Felipão, a Poste Italiane não deixou barato e até convidou Sarri a visitar alguma agência um dia para conhecer a dificuldade do trabalho.

“Em relação aos comentários de Mauricio Sarri, a Poste Italiane convida o senhor Sarri a dedicar alguns minutos de seu precioso tempo para aprender que o Correio é a maior empresa do país, escolhida por jovens formados como uma das mais atrativas empresas para trabalhar, reconhecida como uma das 500 maiores empresas do mundo pela qualidade de vida no trabalho, que teve um dos melhores desempenhos na bolsa em 2019 e está em terceiro lugar, em escala global, entre empresas italianas em termos de imagem e reputação.

Os testes, portanto, ao contrário do que disse o senhor Sarri, certamente existem para os funcionários do Correio e a empresa responde a cidadãos, empresas e administrações públicas.

Convidamos-o a ver o nosso trabalho cotidiano em pessoa em uma das nossas 15.000 agências.”

E quando você lembra que, antes de ser treinador de futebol, Sarri era bancário, a coincidência fica ainda mais maravilhosa.

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