Matthijs de Ligt, 19 anos, poderia escolher onde jogar. Era o zagueiro mais cobiçado do mercado, ligado a Paris Saint-Germain, Barcelona e Juventus. No fim, preferiu a Velha Senhora e, entre os principais motivos, estão atuar sob o comando de Maurizio Sarri e simplesmente a sua intuição. 

Curiosamente, o apelo pessoal de Cristiano Ronaldo para que ele assinasse com a Juventus não fez muita diferença. De Ligt conta que tinha bastante certeza do seu destino quando a temporada acabou, mas preferiu tomar a decisão finalmente depois da Liga das Nações, na qual a Holanda foi vice-campeã. 

“Foi obviamente legal que Cristiano Ronaldo tenha me perguntado se eu queria jogar pela Juventus. Foi um grande elogio, mas não fez a diferença”, disse. “Foi um longo processo. Eu estava buscando que era melhor para mim. A Itália é o pais da defesa, o país que ama defender mais que a maioria. Se você fala sobre grandes jogadores italianos, os que se destacam são defensores. Houve vários motivos, mas, no fim das contas, foi o ‘feeling’ que fez a diferença”. 

E Maurizio Sarri. Formado nas categorias de base do Ajax, De Ligt está acostumado a sair jogando com qualidade a partir da defesa, o que combina bem com o estilo do novo treinador da Juventus. “Ele também é um dos motivos. Eu ouvi muita coisa boa sobre ele. O jeito como joga, a filosofia que tem, o futebol ofensivo, como ele prepara a linha defensiva. Ele foi uma grande razão”, disse. 

De Ligt tem muita experiência para um jogador e 19 anos: mais de 100 partidas pelo Ajax, do qual foi capitão, seleção holandesa e semifinal de Champions League. Mas ainda pretende aprender muita coisa. “Há vários tipos diferentes de atacantes e cada um tem suas qualidades, então não será fácil jogar contra eles. Será um grande desafio para mim e posso prender todos os dias”, disse. 

“Na Holanda, tudo é sobre sair jogando e defender com a linha alta, enquanto na Itália há mais marcação por zona e coletivamente. Acho que posso ajudá-los e eles podem me ajudar. Essa é a grande combinação entre a Juventus e eu. Estou chegando aos 19 anos, então tenho muito a melhorar. Há algumas diferenças entre Ajax e Juventus, mas, no fim, é importante trabalhar todos os dias e mostrar que quero aprender. Acho que posso melhorar todos os atributos que tenho para virar um jogador melhor”, completou. 

O holandês contou que sempre acompanhou a Juventus de perto quando era criança. “Se você é um defensor, você já sabe qual (jogador da Juve) eu admirava. Era Fabio Cannavaro, que ganhou a Copa do Mundo e a Bola de Ouro em 2006”, disse. “Eu era um grande fã dele, mas sempre tive um bom sentimento pela Juventus. São um clube grande, um grande clube, então eu era fã deles quando era jovem”. 

“Quando eu enfrentei a Juventus com o Ajax pela Champions League, fiquei chocado por causa dos torcedores. Mesmo quando vencíamos por 2 a 1, eles criaram uma atmosfera incrível e realmente apoiaram o time. Para mim, será um grande desafio jogar por eles e darei meu melhor. É um grande estádio, próximo do gramado, então cada som é realmente alto. É um incrível estádio com grandes torcedores”’encerrou.