Depois de deixar o atacante Gonzalo Higuaín no banco de reservas durante a vitória por 3 a 0 do Chelsea sobre o Brighton, o técnico italiano Maurizio Sarri comparou o atacante com o uruguaio Luis Suárez, hoje no Barcelona, ao justificar o início irregular do jogador. “Não é fácil jogar na Premier League nos primeiros meses. Isso foi um problema para Suárez na primeira temporada dele no Liverpool. Ele marcou poucos gols. Na segunda, marcou mais. Então, não é fácil, especialmente para um atacante, jogar imediatamente bem na Premier League”, disse o treinador.

Desde que chegou ao Stamford Bridge em janeiro, em empréstimo cedido pela Juventus, o argentino já participou de quinze partidas, sendo oito jogos na Premier League, marcando apenas três gols, dois contra o Huddersfield Town e um contra o Fulham,  equipes da parte de baixo da classificação. Suárez, objeto da comparação, marcou quatro gols no primeiro semestre de janeiro de 2011 em seu início pelo Liverpool. Nos três anos seguintes em Anfield, aumentou o número de gols a cada temporada até os 31 gols em 2013/2014, seu melhor desempenho.

Sarri também destacou que acredita que Higuaín ainda pode render bons momentos até o fim da atual temporada. “Ele tem que melhorar fisicamente, mentalmente, mas acho que ele será muito útil para nós na última parte da temporada”, afirmou, insistindo que é apenas uma questão de tempo. “Ele precisa de tempo para melhorar sua condição física e tempo para se adaptar à Premier League. Eu acho que ele é capaz de fazer isso”.

Questionado sobre a permanência do atacante de 31 anos para a próxima temporada, Sarri confirmou o desejo de contar com o jogador, mas advertiu. “Depende do Chelsea e depende da Juventus. A situação não é clara no momento”. O Chelsea tem a opção da compra definitiva, estabelecida em 36 milhões de euros ou pode ampliar o acordo de empréstimo até junho de 2020, por 18 milhões de euros.