O São Paulo preparou-se para enfrentar o Talleres, desde o início do ano, e conseguiu fazer um primeiro tempo equilibrado na Argentina. Jogo muito típico de brasileiros fora de casa na Libertadores: concentrado na defesa, sem permitir muitos espaços, levando certo perigo na bola parada. No entanto, o desempenho caiu depois do intervalo, e os donos da casa construíram um placar desastroso para os paulistas: 2 a 0.

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Perder como visitante não pode ser encarado como uma surpresa. O São Paulo ganhou apenas um jogo fora de casa pela Libertadores nos últimos 18. Mas houve aspectos preocupantes. Em nenhum momento, o time conseguiu imprimir o estilo preferido de André Jardine. Quem ficou com a bola na maior parte do tempo foi o Talleres.

Isso não foi um problema no primeiro tempo porque o Talleres pouco criou. O São Paulo conseguiu defender bem e, na frente, teve as melhores oportunidades. Dois chutes travados na hora H e uma boa defesa do goleiro Herrera, quando Hudson recolheu o rebote e bateu com a perna esquerda. Mas o segundo tempo apresentou problemas.

A questão física parece ter influenciado. O meio campo pesado com Hudson, Jucilei, Hernanes e Nenê não funcionou. Especialmente Jucilei, muito mal no segundo tempo. Foi dele o vacilo que permitiu a Juan Ramírez dominar a bola na entrada da área e soltar a perna esquerda para marcar um belo gol, aos 12 minutos do primeiro tempo.

Também não conseguiu alcançar Dayro Moreno, pouco depois, em outra pancada de fora da área, que exigiu defesa de Tiago Volpi. Pablo quase empatou, completando uma cobrança de falta de Reinaldo, mas a bola triscou a trave antes de sair. A derrota por 1 a 0 parecia um negócio aceitável para o São Paulo, especialmente quando Hudson foi expulso pelo segundo cartão amarelo, ao matar um contra-ataque no meio-campo.

Jardine trocou Hernanes por Willian Farias para recompor a dupla de volantes no meio-campo. E é alarmante que o segundo gol tenha saído com uma troca de passes na entrada da área, onde esses jogadores deveriam estar postos para evitar. Pochettino tabelou com Junior Arias, sob a supervisão passiva de Jucilei, e bateu firme de fora da área: 2 a 0.

Agora, o São Paulo precisa de um resultado improvável no jogo de volta para se manter na Libertadores. Improvável porque entra pressionado para ganhar por pelo menos dois gols de diferença para empatar e, principalmente, porque ainda não mostrou futebol sob o comando de Jardine para alcançar esse resultado.

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