Há vitórias que valem muito mais do que outras. Uma vitória em fase de grupos de Copa do Mundo, para algumas seleções, não é mais que a obrigação. Para outras, representa a história sendo feita. O Irã só havia conquistado um triunfo em suas quatro participações anteriores no Mundial – os emblemáticos 2 a 1 sobre os Estados Unidos em 1998. Poder comemorar novamente após 20 anos tem um peso imenso aos persas. E a noção disso estava evidente a cada um dos 23 jogadores, mais membros da comissão técnica, após o apertado 1 a 0 sobre o Marrocos na estreia em 2018. Se o tento decisivo nasceu apenas em um lance feio, em gol contra dos adversários, a beleza da ocasião esteve na euforia dos iranianos após o apito final.

O goleiro Alireza Beiranvand era um dos mais emocionados. Deitado no gramado, parecia se sentir aliviado. Foi apoiado por alguns dos companheiros. Assim como ele, outros se prostraram em campo. Mas logo se levantaram, para festejar juntos. O abraço coletivo da multidão iraniana é uma das cenas mais bonitas. Logo passariam a atirar o técnico Carlos Queiroz para o alto, artífice do trabalho ao longo dos últimos anos. Alegria compartilhada entre bandeiras tremulando e torcedores em êxtase nas arquibancadas. Daquelas imagens que a Copa do Mundo é pródiga em proporcionar: