O Kashiwa Reysol venceu o Monterrey, mas qualquer um dos dois poderia ter passado. O confronto foi equilibrado. Para o Santos, que enfrentará os japoneses na quarta-feira, não há o que se preocupar. Basta, é claro, entrar ligado e fazer o seu jogo. O time japonês tem algumas qualidades, como os bons laterais e os meias brasileiros Leandro Domingues e Jorge Wagner, além de Junyo Tanaka, um dos melhores do time. No mais, a defesa é desorganizada e a marcação no meio não é leve.

Se o Santos entrar em campo para definir a partida, não duvido que faça o resultado que precisa ainda no primeiro tempo. Abra dois ou três gols de diferença e possa administrar o jogo dali até o final. Os mexicanos… Bem, foram os mexicanos de sempre. Só que ao invés do jogaram como nunca e perderam como sempre, não jogaram desta vez também. Os times do país, por sinal, sempre entram com mais moral do que futebol para o público brasileiro.

Na outra semifinal, o Al-Sadd teve mais sorte e mais competência do que o Esperance, que dominou a maior parte do jogo, mostrou mais qualidade técnica, mas foi incapaz de marcar um gol que não fosse também pela sorte. Caiu por isso. O Al-Sadd teve duas boas chances e marcou nas duas. Enfrenta o Barcelona e, com um time bastante fraco, não será adversário para os blaugranas, que devem usar o primeiro jogo para poupar alguns jogadores, também tentando definir o jogo o quanto antes para poupar o máximo possível.

Tudo indica que teremos um Barcelona e Santos, como esperado. A não ser que o Barcelona tenha a displicência que teve contra o Getafe e o Al-Sadd jogue a melhor partida possível. O mesmo vale para o Santos. Apenas a displicência e um jogo terrível, somado a uma partida épica dos japoneses, é capaz de criar a surpresa. Caso contrário, teremos o esperado Santos e Barcelona no próximo domingo.