Quando o governante é um rei absolutista, ele aparentemente tem certa liberdade para fazer o que quiser, como, por exemplo, mudar o nome do país. Foi o que fez o rei Mswati III, da Suazilândia, no último mês de abril: cansado de ser confundido com a Suíça (em inglês, Switzerland versus Swaziland), o monarca aproveitou os 50 anos da independência, e, coincidentemente, também o seu próprio aniversário de 50 anos, para rebatizar a nação como eSwatini. O novo nome já era usado por Mswati III, que é casado com 15 esposas, em discursos oficiais, como nas Nações Unidas, e, segundo ele, foi adotado porque a sua era uma das poucas nações africanas que ainda não haviam sido rebatizadas depois de se tornarem independentes.

Isso tudo para explicar que o Egito enfrentou, nesta sexta-feira, a Suazilândia que na verdade agora se chama eSwatini, pelas Eliminatórias da Copa Africana de Nações, e goleou por 4 a 1. Os quatro gols foram anotados no primeiro tempo, inclusive o de Mohamed Salah, direto de uma cobrança de escanteio.

 

O time de eSwatini descontou, no finalzinho do segundo tempo, com Sibonginkosi Gamedze mandando do meio-campo para encobrir o goleiro egípcio.