Bukayo Saka, 18 anos, foi uma das revelações do futebol inglês. Foi titular do Arsenal, como atacante e lateral esquerdo, fez alguns gols e mostrou qualidade suficiente para que sua renovação de contrato fosse uma das melhores notícias da temporada. Agora, ele tem outra difícil decisão pela frente: qual seleção defender?

Saka nasceu em Londres, mas tem origem nigeriana por meio dos pais. Defendeu as seleções inglesas nas categorias de base e ainda não foi chamado pelos times principais da Nigéria ou da Inglaterra.

“É uma decisão difícil”, afirmou, à Sky Sports. “Fico feliz de ter representado a Inglaterra na base mas também tenho orgulho da minha origem nigeriana. Ainda não fomos chamados por nenhum time, então é uma questão de me manter humilde e, quando a hora chegar, tomar a decisão”.

Caso se junte à seleção inglesa, será mais um bom nome de uma geração interessante de jogadores que, em sua faixa de idade, tem Mason Greenwood, do Manchester United, e Jude Bellingham, ex-meia do Birmingham recém-contratado pelo Borussia Dortmund.

“Greenwood e Bellingham têm tanta qualidade. Não importa se têm 18, 28 ou 38 anos, eles têm qualidade e quando você tem qualidade você estará no time, desde que tenha a atitude correta. Eu sinto que idade não é um fator porque eles têm maturidade e qualidade além das suas idades. É por isso que confiam neles, eu acho”, disse.

Como o Arsenal confia em Saka. Renovou seu contrato até 2024 e entregou a ele a camisa 7, usada por nomes importantes do clube, como Robert Pirès. “Eu fiquei tão animado. É coisa de sonho e você pensa nas lendas que a usaram. É uma honra. Eu gostava do número quando estava crescendo porque alguns dos melhores jogadores do mundo o usaram. Mostra a confiança que eles têm em mim e quero retribuir essa fé. Espero que possa escrever minha própria história com esta camisa”, disse Saka, que gosta tanto do número que o usou duas vezes em sua temporada de afirmação – o 77.

Falando em lendas, Saka lembrou uma palestra de Thierry Henry, que passou um tempo treinando a base do Arsenal antes começar a carreira como técnico principal. “A mentalidade dele era coisa de elite. Ele nos disse sobre um dia que o Arsenal estava atrás no placar e ele não permitiria que seu time perdesse e saiu driblando todo mundo para marcar”, contou.

“Quando ele fala com você, e você vê nos olhos dele o quão apaixonado pelo jogo ele é, e o quanto ele queria vencer, mostra por que ele era um jogador tão bom. Você sonha em tentar fazer uma carreira como a dele. Como jogador jovem, isso o inspira e é por isso que marcar contra o Wolverhampton foi tão importante para mim”, completou.

Aquele foi o primeiro gol de Saka pela Premier League, na 33ª rodada. Ele marcou mais três por outras competições e somou 11 assistências. Ainda terá a final da Copa da Inglaterra contra o Chelsea para aumentar seus números. “A chance de vencer um troféu na minha primeira temporada completa é incrível. Se me dissessem ano passado que tudo isto aconteceria, eu não teria acreditado!”, encerrou.

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