Em uma Copa do Mundo, comparecem 32 países. Em uma Olimpíada são 200. Há uma troca de informações culturais, com pessoas de todo o mundo convivendo por 15 dias. A jornalista etíope caminhando ao lado de um fotógrafo sueco não é apenas um clichê.

Quando se fala em comida, porém, a variedade não é tanta. Na praça de alimentação do Westley, shopping ao lado do Centro Olímpico, há uma grande predominância de comidas asiáticas. Todas prometem o autêntico sabor da comida de rua de Vietnan, China, Índia e Tailândia.

Indi-go: leve a tradicional comida de rua da Índia (belo trocadilho) que não me seduziu. Arroz de jasmim vietnamita servido com frango, vegetais e cogumelos. Uma sopa vietnamita enorme, com cheiro agradável, mas não fui com a cara. Era vermelha e tinha alguma coisa não identificável por cima. Parecia replho. O Lótus Leaf, especialista em comida fesca de rua da China, tem o Pato de Pequim, com pedaços de peito de pato, cebola, ovo frito, pepino e molho apimentado. Rolinhos da Tailândia, samosas da Índia, os sabores das ruas do Oriente dominam o shopping londrino.

Há outras comidas, em menor numero. Não vejo diferença entre o kebab e o souvilak. Para mim, são apenas espetinho turco e espetinho grego. Tem o ghiro, sanduíche em forma de cone, também da Grécia. O Comptoir, restaurante libanês, tem o mezze platter, que reúne babaganouche, homus, tabule, falafel orgânico, salada de lentilha, pastelzinho de queijo (samosa) picles e pão quente. Tudo por 25 reais.

O jamaicano se chama, é lógico, Rhythm. E promete o porco mais rápido do mundo, só podia ser, não estamos falando do país de Usain Bolt e Yohan Blake.

Andei muito, mas não houve troca cultura. Pensei em um burrito mexicano, mas fiquei mesmo com a comum pizza de muzzarela.

Menos ousado foi meu amigo Paulo Fávero, do Estadão, jornalista que fez pós graduação em Geografia, analisando os efeitos da globalização no futebol. Olhou pouco, caminhou ainda menos e matou oito costelas de porco ao molho barbecue. Oito, acompanhadas de arroz e batata. Oito. Like a Fred Flinststone.