A regra dos gols fora de casa como critério de desempate vem sendo questionada recentemente e perdeu força na Uefa. Nomes como Alex Ferguson e Arsène Wenger questionaram o uso do sistema, usado desde 1965 nas competições europeias. Eles ganharam um aliado de peso nas críticas aos gols fora: o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Para o suíço, que preside a Fifa desde 1998 – e concorrerá à reeleição em 2015 mais uma vez -, os gols fora de casa como critério de desempate beneficiam o time que joga a partida de volta fora de casa. Isso porque há a possibilidade de prorrogação, quando a regra continua valendo. Assim como Ferguson, Blatter acredita que o futebol mudou e essa regra precisa ser repensada.

EUROPA: Clubes europeus engrossam a voz contra a mudança da Copa de 2022 para o inverno
COPA 2022: Dirigente da Fifa: “Acho que a Copa de 2022 não será no Catar”
FIFA: Blatter pode ter concorrente sul-americano na disputa pela presidência da Fifa

“É tempo de repensar o sistema. O futebol progrediu desde a década de 1960, então a regra dos gols fora de casa tem que ser questionada. A regra dos gols fora ainda faz sentido? A ideia é de uma época quando jogos fora de casa eram uma aventura, envolviam jornadas que podiam ser londas e árduas e jogando em condições que variavam consideravelmente”, disse o dirigente na sua coluna na revista eletrônica Fifa Weekly, no site da entidade.

“Na realidade, ela favorece o clube que joga fora de casa no segundo jogo. Quando o placar está empatado, o time tem mais 30 minutos mais que o oponente para marcar um valioso gol fora. Afinal, no primeiro jogo não há prorrogação”, argumentou o dirigente. “Esse desequilíbrio já aconteceu antes em várias competições. A regra dos gols fora de casa não é mais usada nas semifinais dos playoffs de promoção do futebol inglês”, disse ainda o dirigente.

Blatter sugeriu que uma mudança seja feita, excluindo a regra dos gols fora da prorrogação, como já acontece em outros lugares. A regra, de fato, precisa ser apefeiçoada no mundo todo. Na América do Sul, por exemplo, a regra dos gols fora é usada durante toda a competição, mas não na final, o que não faz sentido algum. Afinal, ou se usa a regra em toda fase mata-mata, ou não se usa em fase nenhuma. Na Europa, o problema é justamente que haja a regra do gol fora para a prorrogação, o que é acaba sendo uma vantagem a quem joga fora de casa na segunda partida. Quando até Blatter concorda que algo precisa mudar, é porque a coisa precisa mesmo ser revista.