É comum que aconteçam choques no futebol. Em quase todo jogo há, pelo menos, um lance em que dois jogadores, às vezes até do mesmo time, terminam estirados no chão, com as mãos na cabeça, após uma pancada ao disputarem a bola no ar. Alguns acabam machucando mesmo a cabeça, e têm que usar uma touca de natação ou uma faixa caso queiram e os médicos permitam que eles fiquem em campo. Outros acabam tendo que abandonar o gramado por conta da gravidade da lesão. Esse último caso foi o de Ryan Mason, do Hull City, que infelizmente sofreu traumatismo craniano após chocar-se contra a cabeça de Gary Cahill na partida contra o Chelsea e teve hemorragia cerebral.

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Quem acompanhava o jogo pela televisão, viu a cena do choque deixar de ser um lance corriqueiro e se transformar em algo bastante preocupante conforme os médicos iam adentrando o campo. Mason deixou o gramado de maca e cercado pela equipe de profissionais que socorrem atletas lesionados. Nesse momento, Cahill já havia se certificado que estava bem e ficou apreensivo com a saída do meia do Hull. E até o fim de jogo, nada de notícias sobre Mason.

Algum tempo depois do apito final, o jornal inglês Daily Mirror informou que o jogador estava entre a vida e a morte, já que havia sofrido traumatismo craniano com hemorragia interna e sua condição de saúde era grave. A partir disso e da repercussão do caso, começaram a surgir mensagens de força e apoio na internet direcionadas a Mason. E vindas de diversos torcedores de vários times, clubes da Premier League, de divisões inferiores e de outros campeonatos e jogadores que jogaram com ele ou contra ele. Um dos recados foi escrito na conta oficial da seleção inglesa no Twitter, junto com uma foto tirada na única partida que o meia fez pela equipe nacional. “Aguente firme, Mason”, dizia a nota.

Para o alívio de todos que estavam aflitos com o incidente, o Hull City emitiu um comunicado no início da madrugada desta segunda-feira no horário local dizendo que o estado de Mason era estável depois da cirurgia à qual foi submetido. Durante a tarde, o clube novamente atualizou a imprensa e os torcedores sobre a situação de saúde do jogador, informando que seu quadro havia apresentando uma melhora, e que ele já estava consciente e até falando sobre o que havia acontecido.

Além da visita da família e da equipe médica do Hull no hospital em que está internado em Londres, Mason recebeu também os zagueiros Cahill e John Terry e o assistente técnico do Chelsea Steve Holland na noite de domingo. No entanto, no momento em que o trio dos Blues foi visitá-lo, o meia ainda estava passando por cirurgia, e só seus pais puderam de fato recebê-los. A intenção, porém, foi bem legal. Afinal, as notícias não eram nada boas, e Cahill, principalmente, deve ter ficado devastado com o acontecimento. E que jogador que participasse do choque acidental não ficaria?