Parece que foi ontem que fomos agraciados com a oportunidade de sediar a Copa das Copas em solo tupiniquim, mas já faz quase dois anos desde aquele gol de Mario Götze que garantiu o tetracampeonato para a Alemanha. Ou seja, isso quer dizer que faltam menos de dois anos para o início da próxima Copa do Mundo. E embora a Rússia não seja dos países mais receptivos, suas portas estarão literalmente abertas para receber pessoas de todo o planeta para o evento mais esperado de cada quadriênio, já que o governo russo sancionou uma lei de isenção de vistos durante o período da competição.

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No início desta semana, Vladimir Putin, chefe de estado da Rússia, confirmou que estrangeiros que tiverem ingressos para a Copa de 2018 não precisarão de visto. Um sistema de livre acesso similar ao que acontecerá daqui a dois anos já havia sido implantado no país em 2014, quando os russos sediaram os Jogos Olímpicos de Inverno. Para nós, sul-americanos, visitar a Rússia nunca foi problema, uma vez que não é necessário um requerimento prévio para uma visita com fins não-comerciais de até três meses de duração. No entanto, as exigências de visto para que norte-americanos e cidadãos europeus entrem no território russo, por exemplo, são, por tensões diplomáticas, extremamente burocráticas.

Na Copa de 2014, a presidente Dilma Rousseff ofereceu vistos especiais e temporários para torcedores de outros países que vieram ao Brasil, os quais foram emitidos de forma gratuita e prioritária nas embaixadas brasileiras e consulados no exterior. A medida de trânsito livre de pessoas, apesar de ser um ato de hospitalidade, acaba gerando dúvidas e receios no que se refere ao comprometimento da segurança nacional. E isso em qualquer lugar do mundo. Porém, quanto a isso, a Rússia, mesmo sendo um país “visado”, parece não ter grandes preocupações. Ou pelo menos sabe como agir em casos de ameaça, senão não estaria abrindo suas portas.

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