Rummenigge, do Bayern, e Infantino, presidente da Fifa, mostram resistência à suposta Superliga Europeia

Nesta semana, a Sky Sports revelou discussões entre Manchester United, Liverpool, Real Madrid e Fifa para a criação de uma “Premier League Europeia”, que reuniria os principais clubes das cinco grandes ligas europeias, passando por cima da Champions League realizada pela Uefa. Questionado sobre o assunto, Karl-Heinz Rummenigge, CEO do Bayern de Munique, declarou seu apoio à manutenção da Liga dos Campeões como principal competição continental da Europa e disse achar improvável um embate entre Fifa e Uefa.

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Falando após a vitória do Bayern de Munique por 4 a 0 sobre o Atlético de Madrid, pela rodada de abertura da Champions, Rummenigge deu seu pitaco: “Não consigo imaginar a Fifa trabalhando contra a Uefa. Existe uma relação harmoniosa entre os dois presidentes”.

O dirigente foi além e revelou ter conversado recentemente com Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, sobre sua satisfação com a Liga dos Campeões e os rumos que ela parece estar tomando.

“Eu disse a ele que estamos muito felizes com a Champions League. Uma reforma está sendo discutida atualmente, e eu diria que as ideias que a Uefa está trazendo à mesa são interessantes para todo mundo: para os clubes, os torcedores, mas, acima de tudo, para as emissoras de TV. Algo positivo vem por aí”, concluiu.

Como explicamos na terça-feira (20) aqui na Trivela, Giorgio Marchetti, vice-secretário-geral da Uefa, falou publicamente da possibilidade de que o modelo de Final Eight visto na temporada passada se repita na Liga dos Campeões e nos demais torneios da entidade a partir de 2024. Além disso, haveria uma chance de ampliar a Champions para 36 equipes, segundo o jornal inglês Telegraph.

Outra figura importante a comentar os últimos desdobramentos de um plano de superliga europeia foi o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Por mais contraditório que seja, considerando que a informação da Sky Sports seria de que a entidade máxima do futebol estaria apoiando a viabilização de uma nova competição continental, o mandatário afirmou que este novo torneio não está nos planos da Fifa. O foco da organização, segundo ele, é mais amplo: o seu Mundial de Clubes estendido, que deverá começar em 2021, com 24 participantes.

“Como presidente da FIFA, estou interessado no Mundial de Clubes, não numa Superliga. Não me interessa um Bayern contra Liverpool, o que me interessa é um Bayern contra Boca Juniors”, explicou Infantino, em entrevista ao jornal suíço Aargauer Zeitung.

“O Liverpool tem 180 milhões de torcedores em todo o mundo. O Flamengo tem 40 milhões, sendo que 39 milhões estão no Brasil. Já o Liverpool, na Inglaterra, tem apenas cinco milhões de torcedores. Quero que os clubes de fora da Europa tenham um potencial global no futuro. A minha visão é: deve haver 50 clubes e 50 seleções com condições de se sagrarem campeões do mundo”, completou.

Ideias e propostas começam a voar por todas as partes no futebol europeu, e, embora seja difícil cravar quais serão os próximos passos das competições no Velho Continente, a aposta cada vez mais segura parece ser que a organização dos torneios como a conhecemos dará lugar a outras formas de disputa em um futuro não tão distante.