Temos mais uma declaração que coloca em xeque a credibilidade da organização da Copa América Centenário. Mais ainda do que já colocava. Agora, foi a vez de Rolando López, presidente da federação boliviana, falar que os bastidores da centésima edição do torneio entre seleções mais antigo do mundo não é nada empolgante. Tudo bem que o boliviano apenas reiterou o que o presidente da federação uruguaia já havia dito, mas a afirmação dele tem um peso ainda maior pelo seguinte fato: ele também é tesoureiro da Conmebol.

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“Agora vejo que foi um grande erro celebrar esta edição da Copa América nos Estados Unidos. Está sendo um torneio monótono, sem emoção. Não tem aquela faísca que evidencia a paixão presente no futebol sul-americano”, desabafou o cartola ao jornal argentino La Nación. López prossegiu explicando que o sentido do esporte na América do Sul é totalmente diferente dos Estados Unidos, por isso não tem cabimento sediar a competição em solo norte-americano. “Na abertura da Copa, se não fosse a presença dos colombianos no estádio, teria sido horrível”, disse.

“A verdade é que roubaram essa Copa América da gente. E por interesses puramente econômicos. O pior é que nem tinha como consertar o erro de comemorar a edição nos Estados Unidos, porque foram decisões tomadas pela antiga diretoria da Conmebol”, confessou. “Ainda que esta edição seja benéfica para nós financeiramente, sinto que ela não nos pertence, quando, na verdade, é o contrário”, prosseguiu o boliviano.

As alegações foram feitas hoje, um dia depois do jogo da Bolívia contra o Chile, em que os bolivianos foram, indiscutivelmente, prejudicados por um erro da arbitragem. Por coincidência, Wilmar Valdez, presidente da Associação Uruguaia de Futebol, também colocou a boca no trombone depois de uma partida em que a Celeste perdeu por, segundo os uruguaios, falha da equipe de arbitragem. Mas isso parece não ter nada a ver, já que López disse que todos os dirigentes das federações sul-americanas compartilham da mesma opinião em relação a isso.