O fim de semana tem alguns clássicos pelo mundo. Os dois times de Manchester se enfrentam sendo os dois melhores times do campeonato. Na França, um clássico regional entre Saint Etienne e Lyon, dois times de boa campanha. Na Grécia, um clássico de times em situações opostas – e uma rivalidade feroz.

Ainda tem o Mundial de Clubes, que no domingo define quem serão os adversários de Chelsea e Corinthians nas semifinais. Na Itália, dois grandes jogos prometem esquentar a rodada com brigas na parte de cima da tabela. Confira o que de mais importante acontece:

O jogão

Manchester City x Manchester United
Domingo, 11h00

Os dois primeiros colocados da Premier League se enfrentam no estádio Etihad, casa dos azuis. O United é o líder e pode abrir seis pontos para o rival. Mas o clássico vale muito mais do que isso.

Com o crescimento do City, que voltou a ser campeão, a rivalidade entre os dois times aumentou e ganhou uma proporção de uma das maiores da Inglaterra. E as duas vitórias sobre o United na temporada passada acabaram sendo fundamentais para o título – pela confiança e, claro, pelos pontos.

O United não terá Anderson, Cleverley, Nani, Kagawa, Vidic e Valencia, todos machucados. No City, os desfalques são Rodwell, Millner, Richards e Kolarov. Clichy ainda é dúvida, assim como David Silva, mas o espanhol deve jogar.

Fique de olho

Borussia Dortmund x Wolfsburg
Sábado, 12h30

O Borussia Dortmund precisa começar a ganhar jogos em sequência se ainda pensar em título na Bundesliga. A partida é em casa e é contra o time com mais brasileiros no elenco – o que em si não quer dizer nada, mas é sempre um atrativo. O meia Diego é um dos destaques, especialmente depois da saída de Feliz Magath. Entre seus altos e baixos, pode decidir jogos.

O time de Dortmund, por sua vez, deve ter seus melhores jogadores disponíveis para o duelo. Com a dupla Reus e Götze, o time torna-se muito perigoso e criativo. Os gols de Lewandowski também levam perigo. Com 27 pontos e 11 atrás do Bayern, o time amarelo precisa vencer.

Internazionale x Napoli
Domingo, 17h45

Os dois times que se candidatam a ser “anti-Juve”  fazem um duelo interessante em San Siro. A Inter do técnico Andrea Stramaccioni ainda peca pela instabilidade – ganha da Juventus e perde do Parma – e pode tanto encaixar um grande jogo como ser um grande desastre. O Napoli, por sua vez, conta com uma linha ofensiva das mais perigosas, com Hamsik, Insigne e o artilheiro Cavani, mas ao mesmo tempo dá tantos espaços na defesa que se fosse uma escola de samba, perderia muitos pontos por evolução. E aí que pode encaixar o jogo da Inter. Fim de domingo pode ficar bem interessante com essa peleja – ainda mais sem Campeonato Brasileiro para ver na TV.

Vale uma zapeada
Confira a programação de TV do fim de semana 

Roma x Fiorentina
Sábado, 17h45

Um duelo que deve ter muitos gols. A Roma de Zdenek Zeman é um dos times que mais ataca e tem obsessão por gols, enquanto a Fiorentina tem sido uma das ótimas surpresas da Serie A com um futebol atrativo depois da chegada de Vincenzo Montella. Sem contar quer é possível assistir o zagueiro Marquinhos, que tem feito boas partidas pela Roma, e o atacante Jovetic, destaque e capitão do time Viola.

O clássico

Saint Etienne x Lyon
Domingo, 18h00

O maior clássico regional da França – veja bem, não é o maior clássico da França, mas é o de maior rivalidade local. As duas cidades são próximas, separadas por cerca de 60 quilômetros. E, mais do que isso, os dois times fazem boas campanhas na temporada. O Lyon é o líder da Ligue 1, com 31 pontos, enquanto o Saint Etienne é o terceiro colocado, com 26. Uma vitória do time que jogará em casa embola o Campeonato Francês.

O reencontro

Panathinaikos x Olympiacos
Domingo, 15h30

O maior clássico da Grécia tem diversos componentes envolvidos. Primeiro, o Olympiacos é o líder isolado do Gregão com 35 pontos – DEZ pontos a mais que o PAOK, vice-líder. O Panathinaikos é sexto colocado, com 19 pontos. Tem também o fator econômico: o Olympiacos é o único time que tem algum dinheiro na Grécia. Os demais, o Panathinaikos incluso, estão pegando migalhas.

O mais importante de tudo, porém, é que o último jogo entre os dois foi uma batalha. O Olympiacos venceu por 3 a 0 no tapetão, porque o jogo foi interrompido por violência dos torcedores do Panathinaikos, que começaram a quebrar pedaços do estádio e geraram um grande tumulto no estádio de Atenas. O time perdeu os pontos e o jogo. Além das estribeiras, é claro.

O cara

Mohamed “Gedo” Nagy
Al Ahly x Sanfrecce Hiroshima
Domingo, 8h00

O Al Ahly é um dos times mais fortes do continente africano e provavelmente aquele que tem a camisa mais pesada. Nenhum clube venceu tantas vezes a Liga dos Campeões da África quanto os egípcios, sete vezes. Um dos desafios do time é fazer valer toda essa tradição para fazer uma grande campanha e, ao menos, fazer um jogo equilibrado com o Corinthians na semifinal.

Mas para isso será preciso passar pelo campeão japonês. O time conta com Gedo, atacante que foi decisivo na final da competição continental deste ano, assim como foi pela seleção do Egito em 2010, na final da Copa das Nações Africanas, além de ter sido o artilheiro do time, com cinco gols naquela ocasião. Será a hora do Al Ahly mostrar a tradição do futebol egípcio além das fronteiras africanas?

O brasileiro

Rafinha
Ulsan Hyundai x Monterrey
Domingo, 5h00

Rafinha foi um dos destaques na reta final da campanha do Ulsan na Liga dos Campeões da Ásia, quando o time acabou campeão. Agora, o desafio é muito maior: os campeões asiáticos precisam vencer o campeão da Concacaf para chegar à semifinal do Mundial de Clubes e enfrentar o Chelsea. Será que ele repete o bom desempenho e marca um gol decisivo como fez na final da Liga dos Campeões da Ásia? O Monterrey, pela força do time e por ter nomes como Humberto Suazo, é o favorito a passar.

Passe longe

Marítimo x Nacional
Domingo, 14h00

O Campeonato Português, você sabe, não é uma das maiores ligas da Europa, embora esteja longe de ser das piores. No domingo, um jogo no maior estilo “não posso deixar de perder”: Marítimo, 13º colocado, apenas sete gols marcados em dez jogos, contra o Nacional, nono colocado, mas dono da segunda pior defesa da liga, com 20 gols tomados em dez jogos. Ou seja: garantia de um clássico madeirense de qualidade duvidosa.