Aos 31 anos, Rômulo Caldeira é bastante experiente quando se trata de Itália. Gaúcho de Pelotas, começou a carreira no Juventude, em 2006, e passou por Metropolitano, Chapecoense e Santo André antes de chegar ao Cruzeiro, em 2010. Seu último clube no Brasil foi o Atlético Paranaense, em 2011, antes de ir para a Itália. Foi para a Fiorentina e também jogou pelo Verona e pela Juventus. É lateral direito, mas se converteu em meio-campista e, no Genoa, recebe a camisa 8, onde divide o vestiário com outros brasileiros.

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Foi no Verona que ele teve os melhores momentos e se tornou capitão do time. Mais do que isso, pelos ancestrais italianos, tirou o passaporte e chegou à seleção do país, sob o comando de Cesare Prandelli, e foi cotado para estar na Copa do Mundo de 2014, entrando na lista preliminar de 30 nomes. Acabou cortado no final, mas mostra o tamanho do feito.

O meio-campista deu entrevista nesta quinta-feira para o também brasileiro Andersinho Marques (@Andersinho_ITA) falando sobre o lançamento do seu site e aproveitou para falar sobre a legião brasileira no clube e as perspectivas para o Derby Della Lanterna. O clássico da cidade de Gênova é um dos mais tradicionais da Itália e será realizado neste domingo, às 17h30 (horário de Brasília). Gaúcho de Pelotas, ele também conta que não deixa o seu chimarrão de lado.

Dérbi no fim de semana

O fim de semana será de clássico na cidade de Gênova, com o Genoa enfrentando a rival Sampdoria e, por isso, Rômulo comentou sobre o jogo. “A cidade está empolgadíssima. Realmente é um clássico muito sentido aqui na cidade. As pessoas não veem a hora de nós jogarmos. Estou bem empolgado. O estádio estará lotado. É uma repartida para nós”, disse o brasileiro.

“A gente começou muito bem no campeonato, depois tivemos uma sequência bem difícil, onde enfrentamos os principais clubes da Itália. Acabamos fazendo poucos pontos, sabíamos que seria muito difícil. Será um jogo que vai mudar um pouco a nossa trajetória no campeonato. Eu tenho certeza que vai dar tudo certo, é um jogo que todo jogador de futebol quer jogar”, afirmou ainda Rômulo.

Meio-campo brasileiro

“Estou eu, Sandro, [Daniel] Bessa, vieram praticamente só brasileiros, mais três portugueses. Bessa abriu a porta, foi o primeiro a vir. Aí tem o Iuri, o Pedro, o Miguel [os três portugueses], a gente tem falado só em português no vestiário porque já somos seis (risos). Tá bem legal, o clima está bem legal entre italianos, portugueses, brasileiros, tem os sul-americanos, está um clima bem legal no vestiário”, conta Rômulo.