Rompimento com a CBF é positivo, mas a Liga Sul-Minas-Rio precisa mesmo de 19 datas?

Alexandre Kalil rompeu com a confederação nacional, mas por que cogita manter um calendário tão inchado?

A organização da Liga Sul-Minas-Rio estava mesmo calma demais. Com Alexandre Kalil na presidência da liga, e o apoio de clubes como Flamengo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Internacional e Grêmio, o torneio estava pronto para ser realizado no ano que vem, com dez participantes, oito datas e o apoio da própria CBF. Nesta segunda-feira, ocorreu uma reunião para arredondar a questão entre a entidade e o bloco de clubes, e a harmonia ruiu.

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Segundo o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, houve um pedido de uma semana antes da homologação da liga por parte da entidade, para que a representação dos atletas fosse consultada, para aparar as pontas de alguns elementos jurídicos, e para a convocação de uma assembleia geral de clubes. Kalil alegou que não precisa de assembleia geral nenhuma para tirar a liga do papel e rejeitou o pedido da CBF. E as duas partes romperam.

Isso é uma boa notícia para o futebol brasileiro que pode estar vendo o nascimento da sua liga de clubes que, embora não seja a panaceia que resolverá todos os nossos problemas, pelo menos tende a organizar um torneio mais voltado aos seus interesses, independente da confederação nacional. Para deixar claro: essa é a tendência, nunca podemos subestimar os nosso dirigentes. Tanto que o discurso de Kalil, um segundo depois de romper com a CBF, já é um pouco preocupante.

De acordo com o LANCE!, Kalil cogita usar até as 19 datas que estavam reservadas para os estaduais para a realização da Liga Sul-Minas-Rio. Ainda é apenas uma possibilidade, mas assusta, porque indica que essa nova competição pode perder a chance de resolver um dos principais problemas do futebol brasileiro, que é o espaço excessivo que esses torneios regionais ocupam no calendário.

Rachar com a CBF para manter o Brasileirão amassado entre maio e dezembro, sem respeitar as datas Fifa, com muitas semanas com jogos quarta-feira e domingo seria um avanço quase insignificante. Mas essa é minha opinião. O que queremos nesse texto é fomentar a discussão entre vocês: é necessário que a Liga Sul-Minas-Rio utilize todas as 19 datas reservadas para os estaduais? Qual seria o melhor formato de disputa para ela?

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