No rescaldo da derrota por 2 a 0 em casa para a Atalanta, Juan Jesus, da Roma, foi alvo de ataques racistas em sua conta no Instagram, com o torcedor giallorosso Andrea Dell’Aquila enviando mensagens ofensivas para o jogador na rede social. A Roma respondeu rapidamente, anunciando um dia depois que Andrea estava banido dos jogos do clube pelo resto da vida.

Juan Jesus marcou a Roma em sua publicação de denúncia. O clube então, além de identificar e banir o torcedor de entrar em partidas do time pelo resto da vida, encaminhou a denúncia à polícia italiana. Nesta sexta-feira (27), aproveitou e cobrou “tolerância zero” da Serie A ao lidar com casos de racismo.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, ofereceu seu apoio a Juan Jesus no Twitter: “A pessoa que insultou Juan Jesus ontem não tem paixão alguma pelo esporte: que fique fora de estádios pelo resto da vida”.

Em resposta à cobrança pública da Roma por mais ação, a conta oficial da Serie A no Twitter respondeu que “todos estamos do mesmo lado. Juntos, estamos construindo o time da Serie A TIM contra o racismo: estamos aguardando ansiosamente o nome do seu embaixador há três semanas”.

Apesar da declaração, a liga italiana historicamente é branda com clubes cujas torcidas cometem atos de racismo no estádio, e é justamente essa falta de punição que abriu caminho para um começo de campeonato tão cheio de episódios de discriminação como nesta temporada 2019/20.

O primeiro caso da temporada atual aconteceu quando a Internazionale visitou o Cagliari, e Lukaku foi alvo de gritos de macaco por parte de torcedores do time da casa. A falta de punição ao clube levou o grupo antidiscriminação Fare a criticar a liga também pela ausência de campanhas claras contra o racismo. O posicionamento da Serie A no Twitter mostra que eles não estão exatamente fazendo uma grande autocrítica.