Em 1960, o futebol olímpico começou a ter cara de torneio mais organizado. Os 16 países classificados foram divididos em quatro grupos, com os primeiros colocados passando às semifinais. Além disso, voltou a ter um caráter mais global (após a quase simbólica competição de Melbourne).

O Brasil voltou a aparecer. O time-base (Carlos Alberto; Nono, Décio, Dari e Roberto Dias; Rubens e Gérson; Silva, Paulinho Ferreira, China e Waldyr) tinha algum talento – sobretudo em Gérson, Roberto Dias e Silva – e fez uma boa campanha. Só não passou de fase porque pegou uma esperançosa Itália pelo caminho.

Em busca do ouro diante de seus torcedores, os italianos montaram uma equipe com jogadores promissores que tinham reais condições de romper com a hegemonia do leste Europeu. Os principais destaques desse time eram Rivera, Burgnich, Trapattoni e Bulgarelli.

Na primeira rodada, o Brasil passou pela Grã-Bretanha (4×3), enquanto os italianos goleavam Taiwan (4×1). Em seguida, o Brasil se isolou na liderança ao fazer 5×0 nos asiáticos, já que a azzurra empatara com os britânicos. Podendo apenas igualar o marcador, os brasileiros não conseguiram segurar os italianos e perderam o jogo decisivo do grupo por 3×1.

Nas outras chaves, poucas surpresas. A Iugoslávia superou Bulgária (os búlgaros empataram com os iugoslavos, mas perderam no sorteio), República Árabe Unida (país formado por Egito e Síria entre 1958 e 1961, sendo que o Egito manteve o nome RAU até 1971) e Turquia, a Dinamarca foi melhor que Argentina, Polônia e Tunísia e a reformulada Hungria ficou à frente de França, Peru e Índia.

Em uma das semifinais, os empolgados italianos encontraram os iugoslavos, em busca de sua quarta final olímpica seguida. O jogo ficou em 1×1 após a prorrogação. Pelo regulamento do torneio, a definição seria pelo cara-ou-coroa. A Itália perdeu e ficou fora da final do torneio que organizava. A outra vaga ficou com a Dinamarca, que venceu a Hngria por 2×0.

Dessa vez, a Iugoslávia não deixou o ouro escapar na decisão. Com um gol em menos de um minuto de jogo, os eslavos se colocaram na frente.Aos 10, já venciam por 2×0. Depois, bastou controlar a vantagem para garantir o título.

FICHA TÉCNICA
Iugoslávia 3×1 Dinamarca
Local
: estádio Flamínio (Roma-ITA)
Público: 40 mil
Árbitro: Concetto Lo Bello (Itália)
Yugoslavia: Vidinic;  Roganovic e Jusufi;  Perusic, Durkovic e Zanetic; Ankovic, Matous, Galic, Knez e Kostic
Dinamarca: From; Andersen e  Jensen; Hansen; Hans Nielsen e Flemming Nielsen; Pedersen,  Troelsen, Harald Nielsen, Enoksen e Sørensen
Gols: Galic (1/1º), Matous (10/1º), Flemming Nielsen (5/2º) e Kostic (27/2º)

Classificação final: 1º Iugoslávia, 2º Dinamarca, 3º Hungria, 4º Itália, 5º Bulgária, 6º Brasil, 7º Argentina, 8º Grã-Bretanha, 9º França, 10º Polônia, 11º Peru, 12º Índia, 13º República Árabe Unida, 14º Turquia, 15º Tunísia, 16º Taiwan

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