As conquistas de Monterrey e Tigres nas últimas décadas elevaram a importância do Clássico Regiomontano. O grande duelo do norte do México, muitas vezes, ganha peso pela situação dos times na tabela da Liga MX. Nos últimos anos, a balança pende aos felinos – tanto pelos sucessos nacionais quanto pelos resultados no dérbi. O sábado, no entanto, terminou com equilíbrio prevalecendo no Estádio BBVA Bancomer, embora a memória mais forte seja dos torcedores dos rayados. Mesmo cedendo o empate por 1 a 1, os anfitriões anotaram um dos gols mais bonitos da história do confronto. Cortesia de Rogelio Funes Mori, que acertou um cruel chute de calcanhar para abrir o placar.

Irmão do zagueiro Ramiro Funes Mori, Rogelio não decolou como o defensor, mas constrói uma bela carreira no México. O centroavante revelado pela base do River Plate se transferiu ao Monterrey em 2015 e acumula gols com a camisa dos rayados. Acumula, sobretudo, golaços. E mais uma obra-prima do inspirado artilheiro aconteceu no clássico. Ao dominar a bola de costas para o gol, não teve dúvidas em desferir o golpe certeiro de calcanhar. Pegou o goleiro Nahuel Guzmán de surpresa e ia garantindo a vitória parcial dos anfitriões. Tento parecido com o assinalado pelo rival André-Pierre Gignac poucas semanas antes.

O empate do Tigres aconteceu aos 36 do segundo tempo. Cortesia do colombiano Luis Quiñónes, aproveitando o péssimo posicionamento do goleiro Marcelo Barovero para o tiro fechado. O resultado, de qualquer maneira, mantém a soberania dos rivais do norte no topo da tabela da Liga MX. Ambos ponteiam a fase de classificação do Clausura. O Tigres é o primeiro, com 23 pontos, um a mais que o Monterrey, em segundo. Competitividade que ainda pode render novos capítulos nos mata-matas. Apenas nesta década, são quatro duelos nos playoffs da competição, com duas classificações dos rayados e duas dos felinos – embora estes tenham vencido a ocasião mais importante, a final do Apertura 2017.