Poucos momentos na história do Real Madrid são tão emblemáticos. Quando Roberto Carlos arranca na lateral e cruza de primeira a Zidane, para o perfeito voleio na entrada da área, não é apenas o nono título da Champions que se encaminha. A cena é a que melhor resume o período de ouro dos merengues na virada do século. Evidencia a qualidade de dois símbolos do Bernabéu e líderes do elenco por anos. Que, depois de uma década, voltam a se reunir. Nos próximos dias, o Real anunciará a volta de Roberto Carlos. Será um dos homens de confiança de Zidane, coordenando a aproximação do técnico com a base.

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Roberto Carlos passou 11 anos na capital espanhola. Ao lado de Raúl, talvez seja quem melhor represente a transformação do clube naqueles anos. Embora seguisse como uma potência, o Real passou 32 anos sem conquistar a Champions. Encerrou o jejum em 1998, antes de se tornar hegemônico no continente, com três títulos em cinco anos. E isso exibindo um futebol fantástico, estrelado por grandes craques. O lateral esquerdo entre eles.

A dedicação de Roberto Carlos ao longo de sua estadia no Santiago Bernabéu conta muito a seu favor. Ainda que não tenha se aposentado no clube, sua despedida foi cercada de emoção. E a reputação também ajuda em sua volta a Madri. O veterano já tinha iniciado a sua carreira como técnico, mas preferiu abrir mão disso para ajudar Zidane. Será mais uma figura a impor respeito nos corredores, além de ajudar no ambiente entre os merengues. Retornará ao lugar que foi sua casa por tanto tempo.

E se os jogadores precisarem de mais um grande professor, bastará chamar Roberto Carlos aos treinos. Os seus grandes momentos com a camisa branca, dos gols impossíveis ao esforço constante, servem como uma excelente credencial.