Robbie Rogers cobrou a Fifa em uma coluna publicada no USA Today por mais políticas que incluam os homossexuais ao esporte que ela organiza ao redor do mundo. Porque na contramão disso, a entidade decidiu dar as próximas duas Copas do Mundo para países altamente homofóbicos e com leis que oprimem os homossexuais.

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Rogers contou que quando decidiu assumir a sua orientação sexual publicamente aposentou-se porque tinha medo de como seria recebido nos vestiários e em todo o ambiente que cerca o futebol. Acabou descobrindo que seria muito mais fácil do que ele pensa e espera que outros jogadores também percebam isso. “Sou o único gay no vestiário e é totalmente normal. Tão normal que às vezes eu paro e penso em como isso é estranho”, escreveu.

Ele acha no entanto que, para haver uma atmosfera de fato receptiva para os homossexuais, a Fifa precisa agir e ser mais ativa no combate a esse preconceito. Mas como fazer isso com Copas do Mundo na Rússia e no Catar?

“Precisaremos ouvir e ver muito mais da Fifa antes da atmosfera mudar o bastante para mais jogadores homossexuais pararem de se esconder e simplesmente serem eles mesmos. A Fifa é ótima na retórica. Diz que o objetivo é melhorar o jogo de futebol ‘constantemente promovendo-o globalmente sob a luz dos seus valores de união, educação, cultura e humanidade, particularmente por meio de programas de desenvolvimento de jovens.

São ideais maravilhosos e como eu acho que seria o meu esporte e meu papel como exemplo para os jovens. Mas a Fifa não coloca essas palavras em prática, não quando ela decide sediar as próximas duas Copas do Mundo, o evento de esportes mais assistido do mundo, na Rússia em 2018 e no Catar em 2022, dois países muito afastados dos valores humanitários, sem contar seus valores fortemente anti-LGBTs e leis anti-gays.

Se ações falam mais alto que palavras, a mensagem que a Fifa envia para os atletas homossexuais é dolorosamente clara. Não apenas ela não nos apoia, mas nossas vidas não importam. Para qualquer jogador de futebol gay que tenha esperança de defender a seleção americana na copa do Mundo, assumir sua sexualidade poderia ter reais consequências quando ele desembarcar em países com leis que poderiam mandá-lo à prisão.

(…)

Para todos os promissores atletas homossexuais com sonhos para o futebol, a Fifa ainda lhes dá boas razões para se esconderem. E não é apenas a minha imaginação”.

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